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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

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Qui | 07.01.16

Os Atrasa-Vidas

Carina Pereira
A superstição faz parte do crescimento de qualquer um de nós. Coisas que ouvimos aqui e ali; algumas em que acreditamos e seguimos religiosamente, mesmo com o cepticismo da racionalidade a espreitar quando o fazemos, outros a que encolhemos os ombros e viramos as costas. Os últimos, são os placebo. Digo placebo, porque, quer queiramos quer não, por muito que tentemos racionalizar o que estamos a fazer e Carina Isabel pelo amor de Deus isto não faz sentido nenhum, acabamos sempre por sentir os efeitos de não cumprirmos estes pequenos rituais.Muitas das coisas a que hoje em dia ainda respondo desta forma são tão conhecidos como o bate na madeira, mas algumas que conheço não sei se serão assim tão internacionais. ou se eram exclusivos da minha mãe, que mos atirava com uma certeza inquebrável.Chamo-lhes atrasa-vidas, porque é isso que fazem, não é? De que vale não passar por baixo de escadas, ou trazer uma pata de coelho como porta-chaves? Placebo: a sorte ou falta de azar é, congeminado por eles ou não, atribuído aos mesmos em alturas chave. É como aquela anedota da loira que vê uma banana no chão e declara pronto já vou cair; passei por baixo de uma escada e, acreditando dar má fortuna, trago má fortuna a mim mesma. Não é da escada, é da crença.Mas, falando nas menos conhecidas, gostava de saber de onde elas vêm, se bem que pelo menos para uma encontrei já a raíz. Porque as mães também são engenhosas.Aqui ficam as crenças com que cresci e que, sem mais nelas acreditar, acabo por, num suspiro contra mim própria, ceder e cumprir, não vá o diabo tec~e-las.
Qui | 07.01.16

Os Atrasa-Vidas

Carina Pereira
A superstição faz parte do crescimento de qualquer um de nós. Coisas que ouvimos aqui e ali; algumas em que acreditamos e seguimos religiosamente, mesmo com o cepticismo da racionalidade a espreitar quando o fazemos, outros a que encolhemos os ombros e viramos as costas. Os últimos, são os placebo. Digo placebo, porque, quer queiramos quer não, por muito que tentemos racionalizar o que estamos a fazer e Carina Isabel pelo amor de Deus isto não faz sentido nenhum, acabamos sempre por sentir os efeitos de não cumprirmos estes pequenos rituais.Muitas das coisas a que hoje em dia ainda respondo desta forma são tão conhecidos como o bate na madeira, mas algumas que conheço não sei se serão assim tão internacionais. ou se eram exclusivos da minha mãe, que mos atirava com uma certeza inquebrável.Chamo-lhes atrasa-vidas, porque é isso que fazem, não é? De que vale não passar por baixo de escadas, ou trazer uma pata de coelho como porta-chaves? Placebo: a sorte ou falta de azar é, congeminado por eles ou não, atribuído aos mesmos em alturas chave. É como aquela anedota da loira que vê uma banana no chão e declara pronto já vou cair; passei por baixo de uma escada e, acreditando dar má fortuna, trago má fortuna a mim mesma. Não é da escada, é da crença.Mas, falando nas menos conhecidas, gostava de saber de onde elas vêm, se bem que pelo menos para uma encontrei já a raíz. Porque as mães também são engenhosas.Aqui ficam as crenças com que cresci e que, sem mais nelas acreditar, acabo por, num suspiro contra mim própria, ceder e cumprir, não vá o diabo tec~e-las.