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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Qua | 30.12.15

Comprei rosas.

Carina Pereira
Passei numa florista e comprei umas rosas cor de tijolo-claro, que olhavam para mim da bancada. Dias depois, comprei um vaso, bonito mesmo, para pôr as minhas rosas. Aliei-me ao google, peguei no pouco de terra que tinha num saco perdido na despensa, e troquei as rosas de vaso. Ignorei alguns passos; não coloquei o vaso com furinhos no fundo dentro do vaso novo, tão bonito, porque não cabia. Replantei as minhas rosas nesse vaso sem furinhos. As minhas rosas pareceram não gostar. Perguntei à minha mãe, que me disse que o vaso tinha de ter furinhos. E que não se podia regar as rosas todos os dias, ou a raíz apodrecia. E eu, que até ali, regara todos os dias!Andei a olhar para as minhas rosas, a ver os botões novos a nascerem já a custo, e decidi que era tempo de operar de novo, correndo o risco de matar as minhas rosas de vez. Peguei na terra, sacrifiquei um ramo de salsa já meio morto para roubar um vaso com furinhos, e mudei as minhas rosas de sítio, coloquei-as na mesma no vaso bonito que comprei para elas, mas desta vez com o vasinho com furinhos no fundo lá dentro, como deve ser.Agora é esperar um milagre.

Carina Pereira

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Qua | 30.12.15

Comprei rosas.

Carina Pereira
Passei numa florista e comprei umas rosas cor de tijolo-claro, que olhavam para mim da bancada. Dias depois, comprei um vaso, bonito mesmo, para pôr as minhas rosas. Aliei-me ao google, peguei no pouco de terra que tinha num saco perdido na despensa, e troquei as rosas de vaso. Ignorei alguns passos; não coloquei o vaso com furinhos no fundo dentro do vaso novo, tão bonito, porque não cabia. Replantei as minhas rosas nesse vaso sem furinhos. As minhas rosas pareceram não gostar. Perguntei à minha mãe, que me disse que o vaso tinha de ter furinhos. E que não se podia regar as rosas todos os dias, ou a raíz apodrecia. E eu, que até ali, regara todos os dias!Andei a olhar para as minhas rosas, a ver os botões novos a nascerem já a custo, e decidi que era tempo de operar de novo, correndo o risco de matar as minhas rosas de vez. Peguei na terra, sacrifiquei um ramo de salsa já meio morto para roubar um vaso com furinhos, e mudei as minhas rosas de sítio, coloquei-as na mesma no vaso bonito que comprei para elas, mas desta vez com o vasinho com furinhos no fundo lá dentro, como deve ser.Agora é esperar um milagre.

Carina Pereira

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Qua | 30.12.15

2015 in review

Carina Pereira

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here's an excerpt:

Qua | 30.12.15

2015 in review

Carina Pereira

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Dom | 27.12.15

Sobre Os Sonhos

Carina Pereira
Os sonhos são o lugar mais perigoso para se viver, porque a gente se habitua a ser sonhado e vai-se adiando a ser vivido.Para mim, tem sido uma luta constante assentar pés na realidade, e pior ainda, ter a ousadia para assentar pés nos sonhos e torná-los em mais do que quereres. Andei a minha vida toda a fugir de mim mesma. Talvez um dia tenha a coragem de me agarrar.Mas não é sonhos que vos trago, é mais um bordado, que me ocupou boas horas do meu Domingo. Uma das minhas frases favoritas, proferidas por Albus Dumbledore, num dos fabulosos livros de Harry Potter. A semente de dente-de-leão é obviamente a contrariedade que todas as citações precisam. Porque para viver também faz falta sonhar, e apanhar sementes de dente-de-leão pelo caminho e soprá-las, acreditando que levam os nossos sonhos para a terra onde eles se concretizam: o futuro.Aqui fica o meu segundo bordado, que vai alojar-se num cantinho qualquer da minha casa, para que eu não me esqueça nunca de que o sonho comanda a vida, mas é preciso aprender a viver o sonho.

Carina Pereira

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Dom | 27.12.15

Sobre Os Sonhos

Carina Pereira
Os sonhos são o lugar mais perigoso para se viver, porque a gente se habitua a ser sonhado e vai-se adiando a ser vivido.Para mim, tem sido uma luta constante assentar pés na realidade, e pior ainda, ter a ousadia para assentar pés nos sonhos e torná-los em mais do que quereres. Andei a minha vida toda a fugir de mim mesma. Talvez um dia tenha a coragem de me agarrar.Mas não é sonhos que vos trago, é mais um bordado, que me ocupou boas horas do meu Domingo. Uma das minhas frases favoritas, proferidas por Albus Dumbledore, num dos fabulosos livros de Harry Potter. A semente de dente-de-leão é obviamente a contrariedade que todas as citações precisam. Porque para viver também faz falta sonhar, e apanhar sementes de dente-de-leão pelo caminho e soprá-las, acreditando que levam os nossos sonhos para a terra onde eles se concretizam: o futuro.Aqui fica o meu segundo bordado, que vai alojar-se num cantinho qualquer da minha casa, para que eu não me esqueça nunca de que o sonho comanda a vida, mas é preciso aprender a viver o sonho.

Carina Pereira

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Sab | 26.12.15

Agora São Bordados

Carina Pereira
O amor tem tantas formas e feitios. Não faz mal que se esbanje, porque não gasta, se o que esbanjarmos for mesmo amor. O amor nunca se gasta. O que se gasta é o faz-de-conta que é amor.Eu, que me apaixono a cada esquina, por coisas que tão facilmente me amam de volta, nestes dias apaixonei-me por bordados, e pelos lenços dos namorados, e por flores, e por todas as coisas que antes já tratei com encolher de ombros.A culpa é da Gisela João, que publica bordados lindos na página dela, e a culpa é também da jubela - que se chama Joana Caetano e é do Norte, como eu - e faz os tais bordados lindos que a Gisela publica. E a culpa é ainda mais minha, que já passei pelas lãs, pelo feltro e por mais uns quantos trabalhos manuais que estão em stand-by mas, mesmo assim, não resisto a tentar um novo.Vi este design criado pela Joana - inspirado num fado da Gisela João - e o meu querer foi tanto que lá me muni de linhas e agulhas sem saber bem o que estava a fazer, e muni-me também de amores e sonhos, e alinhavei lágrimas, e olhos tristes e lábios vermelhos e quando tive saudades, chorei. Assim, nasceu o meu primeiro bordado. Tosco, aselha, porque amar é tantas vezes não saber como o fazer, e ir adivinhando pelo caminho.Os bordados também podem contar histórias.

Carina Pereira

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*

https://www.youtube.com/watch?v=0bPIvQpSC34 
Sab | 26.12.15

Agora São Bordados

Carina Pereira
O amor tem tantas formas e feitios. Não faz mal que se esbanje, porque não gasta, se o que esbanjarmos for mesmo amor. O amor nunca se gasta. O que se gasta é o faz-de-conta que é amor.Eu, que me apaixono a cada esquina, por coisas que tão facilmente me amam de volta, nestes dias apaixonei-me por bordados, e pelos lenços dos namorados, e por flores, e por todas as coisas que antes já tratei com encolher de ombros.A culpa é da Gisela João, que publica bordados lindos na página dela, e a culpa é também da jubela - que se chama Joana Caetano e é do Norte, como eu - e faz os tais bordados lindos que a Gisela publica. E a culpa é ainda mais minha, que já passei pelas lãs, pelo feltro e por mais uns quantos trabalhos manuais que estão em stand-by mas, mesmo assim, não resisto a tentar um novo.Vi este design criado pela Joana - inspirado num fado da Gisela João - e o meu querer foi tanto que lá me muni de linhas e agulhas sem saber bem o que estava a fazer, e muni-me também de amores e sonhos, e alinhavei lágrimas, e olhos tristes e lábios vermelhos e quando tive saudades, chorei. Assim, nasceu o meu primeiro bordado. Tosco, aselha, porque amar é tantas vezes não saber como o fazer, e ir adivinhando pelo caminho.Os bordados também podem contar histórias.

Carina Pereira

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https://www.youtube.com/watch?v=0bPIvQpSC34 
Sab | 26.12.15

A Blogazine Já Tem Site!

Carina Pereira
Quem me segue sabe que faço parte da equipa da revista Blogazine, e todos os meses uma nova edição chega às bancas online.A Blogazine deu mais um grande passo e neste Natal oferece aos seus leitores um site, onde podem encontrar todas as edições - à borlix, todos fazemos isto por amor à escrita - e estar a par de tudo o que acontece à volta da revista.Podem dar uma olhada, e subscrever a revista para serem os primeiros a saber de tudo, aqui!http://blogazine.pt/

Carina Pereira

Ter | 22.12.15

O Quiz Dos Amantes De Livros

Carina Pereira
Estou de volta! Depois de quase uma semana inteira em que andei afastada daqui porque, felizmente, tenho bons amigos em países distantes que me vêm visitar de quando em vez, regresso para responder ao desafio da Catarina, do blog ByCatarina.com.Como podem deduzir pelo título, é uma tag sobre leituras, que a Catarina respondeu em Inglês e eu, para a responder também, tomei a liberdade de traduzir. Podem ler as respostas da Catarina no blog dela também!Aqui vamos nós! :D*1. Ficas enjoada quando lês no carro?Não, não tenho qualquer problema em ler em transportes, é uma maneira fabulosa do tempo passar mais depressa para eu chegar onde quero!2. Que autor tem um estilo completamente único na tua opinião e porquê? O primeiro nome que me ocorre é de uma autora da qual eu apenas li um livro, mas nunca vi semelhante escrita, nem antes, nem depois. Falo de Erin Morgenstern, que escreveu um dos meus livros favoritos, The Night Circus. A escrita dela, neste livro em particular, é... mágica. Não consigo traduzir as emoções que ela passa com as palavras, e por isso escolho-a. Também não sei se ela continua a escrever da mesma forma, pois é o único livro editado até aqui.3. Harry Potter ou Twilight? Justifica a tua escolha com três razões. Harry Potter! Porque 1) cresci com estes livros e apaixonei-me à primeira leitura 2) toda a história está fabulosamente tecida 3) se me dessem a escolher entre fosse qual livro fosse e Harry Potter... a resposta seria sempre Harry Potter!4. Costumas levar livros contigo na bolsa? Que mais costumas levar na tua bolsa?Sim! Agora com o Kindle é muito mais fácil carregar livros comigo, e assim não me aborreço nunca, principalmente porque tenho tendência para a pontualidade, e a maior parte das pessoas não. ;)Na bolsa costumo também trazer as chaves de casa, carteira, mp3, telemóvel, batôm do cieiro, uma pequena lanterna, lenços de papel, uma caneta e um bloco de notas.5. Costumas cheirar os livros?O cheiro dos livros é maravilhoso e, sim, quando leio livros não-digitais ainda tenho esse hábito.6. Preferes livros com ou sem ilustrações?Prefiro que os livros tenham mais letras do que ilustrações, mas acho que as ilustrações são uma mais valia! (olha com desejo para a nova edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal com ilustrações feitas por Jim Kay)7. Que livro adoraste ler e depois descobriste que era de fraca qualidade?Twilight! Eu sabia que a escrita não era por aí além, mas ao longo do tempo fui esclarecida acerca de outras nuances más do livro. Acontece. Continuo a gostar bastante do primeiro filme.8. Tens alguma história engraçada da tua infância relacionada com livros?Não sei se será engraçada ou trágica mas, quando tinha uns cinco anos, peguei num marcador e decidi adornar o Atlas lá de casa com as minhas obras de arte abstractas. Numa altura em que havia poucas possibilidades para comprar livros e aquele até tinha sido caro, podem imaginar como os meus pais ficaram felizes com a minha colaboração para a gráfica daquela obra de capa grossa em particular. Acho que aprendi, nunca mais risquei em livros, hoje em dia até sublinhá-los seria impensável. Os livros devem ser lidos, gastos e amados, mas não consigo escrever neles o meu nome sequer.9. Qual é o livro mais pequeno que possuis?Um conto infantil da Gata Borralheira que ganhei num concurso de poesia da escola.10. Qual é o livro mais longo que possuis?Uma edição especial com todas as histórias de Sherlock Holmes.11. Escreves tão bem quanto lês? Vês um futuro como escritora para ti?Acho que escrevo tão bem quanto leio, não tenho dificuldade em fazer nenhuma das duas coisas, embora gostasse era de escrever tão bem quanto alguns que leio. :DNão sei se poderia ter um futuro como escritora, ser escritor dá trabalho e eu  sou um pouco preguiçosa, tenho a mania que só se escreve à mercê da inspiração, mas estou a tentar contrariar isso.12. Quando começaste a ler?Aos seis anos, quando entrei para a escola primária. Era, aliás, por isso mesmo que eu queria ir para a escola, para conseguir ler.13. Qual é o teu clássico favorito?Sherlock Holmes conta como clássico?14. Em qual disciplina te destacavas na escola?Em Português, desde a escola primária e, mais tarde, em Inglês. Sempre fui virada para as línguas.15. Se alguém te desse um livro que já tinhas lido e odiaste, o que farias?Provavelmente deixa-lo-ia na estante. Não gostaria de dar algo que me tivessem oferecido por consideração à pessoa, por isso era lá que ficaria.16. Qual é o teu pior hábito como blogger?Não publicar com tanta frequência quanto devia, esquecer-me da rubrica de Domingo, e de outras que comecei e nunca cheguei a acabar, o que é uma prova de que eu, como blogger, nem sempre cumpro o que prometo fazer no blog. :P17. Qual é a tua palavra favorita?Gosto de palavras como melancolia, etéreo. Ou talvez goste das coisas que elas, quando ditas, me transmitem.18. Nerd, dork ou dweeb? Nerd.19. Vampiros ou fadas?Vampiros. embora a minha maior influência para gostar de vampiros tenha sido o Twilight, por isso não é de fiar.20. Zombies ou vampiros?Vampiros! Os Zombies parecem-me tão aborrecidos!21. Triângulo amoroso ou amor proibido?Ah, amor proibido, sempre!22. Romance de amor ou aventura com algum romance no meio?Os dois. Tenho um fraquito por romances, mas aventura é sempre bem vinda!

Carina Pereira

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Qua | 16.12.15

Boteco Das Tertúlias | #4 O Natal Da Minha Infância

Carina Pereira
Dezembro chegou e, apesar da azáfama do Natal, ainda houve tempo para nos encontrarmos todas neste nosso boteco.Hoje fazemos uma viagem no tempo ao Natal das nossas infâncias. Não se esqueçam de dar uma vista de olhos nos outros Natais, os de quem aqui se reúne todos os meses!
Havia musgo, no Natal da minha infância. Daquele macio, que eu retirava de muros velhos que rodeavam florestas sem dono. Arrancava-se com as mãos e levava-se para casa, os dedos deliciosamente sujos de terra.Encontrar a árvore de Natal era como embarcar numa aventura; uns quantos homens mais as crianças que quisessem ir, e lá seguíamos sorrateiros pelo bosque, para encontrar o mais farfalhudo, com as agulhas ainda verdes. Aqueles pinheiros não nos pertencíam, mas nunca questionámos nenhum adulto acerca disso. E, assim, víamos as árvores a tombarem no chão, e tomávamos conta para o caso de alguém chegar e nos querer prender. Ao contrário dos muros, os pinheiros tinham donos, e arrancá-los assim era roubar.  No fim, ganhava vida com bolas e luzinhas no melhor canto da sala.O presépio tinha mais personagens do que eu conseguia decorar. Os Reis Magos iam fazendo o caminho, eram mudados dia a dia, e só na noite de Natal, calcorreando o musgo cuidadosamente estendido, chegavam à mangedoura onde o menino Jesus se prostrava, rodeado pelos pais e pelos animais que o aqueciam. O meu presépio tinha também um pescador, e uma ponte, e o rio era feito de papel de prata enrugado. Para mim era a ideia mais brilhante que o meu pai alguma vez tinha tido.Os presentes embrulhados nunca ficavam assim até à meia-noite, porque eu era impaciente, a mais nova da família e todos me faziam a vontade. Por volta das dez da noite, contrariando a lógica e a tradição o Pai Natal chegava, a adiantar serviço, e era um rasgar de papel; prendas, havia sempre imensas e, no entanto, eram principalmente roupa que, comprada nessa altura, a minha mãe fazia questão de embrulhar, só para ter mais um monte de papel colorido debaixo da árvore, só para eu poder passar de novo pela euforia de abrir mais uma. No final, havia roupa quentinha, chocolates e alguns brinquedos. Os melhores, de que ainda hoje me lembro, foram um piano cor-de-rosa com microfone, um cavalo de baloiço e uns patins em linha, que eu sempre quisera ter, mas que eram sempre muito caros. Três contos na altura, uma fortuna! No meu Natal dos seis anos lá acederam a comprá-los, usei-os até não mais me servirem.Havia sempre o cheiro a doçarias, ao creme queimado por cima, mesmo no ponto, que a minha mãe fazia, a sonhos, dos que se comem mas também daqueles que nos devoram, e nos fazem ficar acordados a pensar no Natal seguinte.O Natal da minha infância está aconchegado no meu coração, sempre pronto a ser desembrulhado, naqueles dias em que só a saudade me serve de agasalho.Feliz Natal.

Carina Pereira

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Dom | 06.12.15

Cuca Roseta: Eindhoven Aplaudiu De Pé

Carina Pereira
Neste mês de Dezembro de 2015, Cuca Roseta tem andado em digressão pelo Benelux, apresentando ao público o seu último trabalho discgráfico, Riû.

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Acompanhada pelos seus músicos, de 1 a 11 de Dezembro, Cuca percorre várias cidades; a tour teve início em Deventer, mas passa ainda por Tilburgh, Gent, Eindhoven, Utrecht, Groningen, Vilvoorde e Bruxelas, terminando em Amsterdão.

Cuca 1

No dia 4 de Dezembro foi a vez de Eindhoven ser brindada com a presença da fadista. O Muziekgebouw Eindhoven abriu as suas portas nesta sexta-feira, às 20:15 da noite. A sala, embora não completamente lotada, estava bastante preenchida. No palco, para além de Cuca, contámos com a presença de Pedro Viana na guitarra Portuguesa, Cajé Garcia na viola de fado, Frederico Gato no baixo e Miroca Paris na percussão.

Cuca 2

Na sua maioria, Cuca trouxe àquela sala músicas do seu mais recente álbum. Dele ouvimos várias canções com letra da sua autoria: o tema homónimo ao álbum, Riû, foi umas delas. Amor Ladrão, single de apresentação desde disco, colocou a sala bem disposta com os seus ritmos, assim como o tema Ser e Cor, escrito por Sara Tavares. Tivemos também oportunidade de ouvir Tudo Por Tudo, Tanto, e um dos últimos temas da noite a fazer parte deste álbum foi composto pelo mentor de Cuca, Mário Pacheco, com mais uma letra da fadista, titulado de Lisboa de Agora.

Mas se, em grande parte, foram os fados deste último trabalho a compôr o alinhamento, Cuca também cantou outros fados mais conhecidos: de ressaltar a sua fabulosa intepretação em Barco Negro, Estranha Forma De Vida e Foi Deus, temas que fazem parte do repertório de Amália mas que, na voz de Cuca, não ficaram nada aquém.Os Holandeses são um público contido, no entanto bateram palmas e saudaram toda a actuação e, quando Cuca se retirou do palco antes do encore final, aplaudiram com uma efusão fora do comum, de pé, sem deixar margem para que lhe negassem o pedido de mais uma canção.

Cuca 3

Cuca regressou ao palco com os seus músicos e terminou o concerto da melhor forma, deixando a certeza, a todos os que ali estavam, de que Cuca Roseta é um nome a seguir.  

Carina Pereira

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Ter | 01.12.15

Blogazine #6

Carina Pereira
Como já é comum a cada início de mês, a Blogazine regressa às bancas digitais for your entertainment!Este mês falamos de Natal, e há dicas preciosas para todos os gostos.Podem ver a revista na versão integral aqui, e fica em baixo o meu texto sobre a série Sherlock, da BBC, para uma leitura mais fácil. Espero que gostem!*

Sherlock: A Noiva Abominável

Sherlock Holmes é das personagens mais adaptadas de sempre. Das histórias originais de Arthur Conan Doyle, já muitas foram levadas ao ecrã; desde as séries inglesas que acompanharam gerações, até mesmo aos desenhos animados mestramente criados por Hayao Miyasaki, em que o famosos detetive é... um cão. Poucos são os que lhe ouvem o nome e não o associam prontamente ao seu feitio frio e desapegado, e às suas geniais técnicas deductivas. Se o seu criador não gostava da personagem, milhares ainda a veneram, sendo As Aventuras de Sherlock Holmes a ter perpetuado o nome de Conan Doyle para sempre.Mark Gatiss e Steven Moffat – escritores e produtores – viajavam de comboio quando a ideia de um Sherlock Holmes diferente lhes surgiu. Eternos apaixonados das aventuras, decidiram levar até à BBC um argumento de um detetive no século XXI. Sherlock Holmes manteria os mesmos atributos que o definem, mas a tecnologia e o conhecimento dos nossos dias seriam agora seus aliados na resolução de crimes. Quase tudo mudou, as histórias originais foram alteradas e adaptadas, mas duas coisas se mantiveram: Sherlock Holmes e John Watson. Este último evoluiu a forma como perpetua as aventuras que tem com o detetive: em vez de as publicar num jornal, elas ganham vida no seu blog pessoal.Com estreia em 2010, a série tornou-se um fenómeno mundial. O que começou quase como um capricho da parte dos criadores, fãs incondicionais de Sherlock Holmes, tornou-se num dos maiores sucessos da BBC. Comic cons e outros eventos associados aos atores da série, levam pessoas de todos os cantos a Londres.Mas, os fãs de Sherlock Holmes sempre tiveram que lidar com frustrações, e desta vez não é diferente. A série tem até ao momento apenas três temporadas, cada uma com três episódios de noventa minutos. Se primam pela genialidade dos argumentos, esperar dois anos por cada nova temporada parece não valer a pena o sacrifício. Mas vale, sempre vale.As gravações da quarta temporada de Sherlock estão previstas para a primavera de 2016, e a mesma terá estreia apenas em 2017. Até lá, somos brindados com um episódio especial que está envolto em tanto mistério quanto todas as outras aventuras.Denominado de A noiva abominável, este episódio difere dos anteriores num ponto: aqui, o detetive e o seu fiel companheiro regressam ao século XIX. Roupas de época, num argumento muito mais gótico. Não se sabe ainda até que ponto as questões não solucionadas na temporada anterior serão aqui respondidas, especulando-se que este episódio é completamente distinto de tudo o resto, mas se há certezas, é que não desapontará. Seja em 1895 ou em 2015, Sherlock Holmes nunca desaponta.Estreia a 1 de janeiro de 2016.

Carina Pereira

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