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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Dom | 29.11.15

Hoje É Dia De Música #11

Carina Pereira
Ana Moura está de regresso com Moura, e é com o primeiro single deste novo disco que hoje vos deixo.Com letra e música de Jorge Cruz, dos Diabo na Cruz, é um fado com ritmo, daqueles que se ouve para ganhar vontade de enfrentar a semana que aí vem. E que a encaremos com o melhor dos sorrisos.Dia de Folga.Boa semana para todos!

Carina Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=MdGEh01zs5o
Ter | 24.11.15

Das Coisas E Dos Dias

Carina Pereira
Comprei um ukulele.A certa altura hei-de ter mais instrumentos musicais do que dedos para os tocar. Já para não falar de que eu mal sei tocar guitarra e já me vou meter noutro instrumento de cordas. Eu tento aprender, mas sozinha é difícil. E as cordas barradas, as cordas barradas matam-me. Por isso, comprei um ukulele. Quatro cordas, em vez de seis, tem de ser mais simples, não? Fica o fado com sabor havaiano também.Encontrei um ukulele com boas reviews e um preço excelente online, e assim já ofereci um presente de Natal antecipado a mim mesma (para que conste, tudo o que eu comprar até ao Natal será um presente de Natal antecipado. Fica já o aviso para depois não dizerem que eu uso a mesma desculpa para tudo. Uso, sim senhora, mas eu estou ciente disso.)Os vizinhos. Os vizinhos é que não vão achar muita piada. Como se já não bastasse a chinfrineira que eu faço com a guitarra e a voz, agora junta-se o ukulele.Por cá, há novidades bloguistas também: o blog faz hoje exactamente um ano! E, para celebrar, nada melhor do que torturar todos aqueles que me têm aturado este tempo todo, os que se juntaram mais tarde e ainda continuam por aqui. Fica uma cover, que já não faço há muito, desta vez de uma música Brasileira.Clarice Falção é um génio com as palavras e, para minha sorte, inventa melodias fáceis. Ainda me falham notas - eu disse que não conseguia tocar ainda bem no início desta publicação, sei dos meus erros, confesso... - e por isso a cover está longe de ser perfeita, mas por adorar tanto a música, não resisti.Se Esse Bar, sem sotaque, com erros e notas tortas, e sem edição, à décima tentativa.Para vocês, para meu divertimento, para festejar o aniversário do blog. É clicar no link abaixo. :)Se Esse Bar

Carina Pereira

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Qui | 19.11.15

Hello?

Carina Pereira
A primeira música do novo álbum de Adele, Hello, é aquele ex que, durante os poucos meses que a relação durou, nunca nos tratou muito bem e acabou por nos dar uma grande tampa e um grande desgosto e, passado anos, depois de termos andado aí a chorar pelos cantos e quando finalmente ultrapassamos o descalabro do coração partido, volta para a apontar como estamos diferentes, como obviamente já esquecemos o que ali foi vivido, e para nos fazer reavaliar tudo o que sentimos outra vez, só para ficar com a certeza que ainda tem algum efeito sobre nós.Get lost, Adele. You had your chance, you blew it.

Carina Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=YQHsXMglC9A
Qui | 19.11.15

Adeus

Carina Pereira
Quando demos as mãos naquele Setembro ainda quente, sabíamos que os dias eram contados e fomos com a promessa de que o adeus era uma certeza. Prometemos, ali mesmo, de costas sobre os lençóis ainda quentes, e olhos fixos no tecto branco, que não viveríamos cada dia como se fosse o nosso último. Nós sabíamos quando o nosso último dia seria, por isso o melhor era viver este amor como se não fosse acabar. Afinal, quando só há uma promessa num tempo sem promessas, de nada vale viver com fervor o que já estamos a perder com o passar de cada hora. Foi tranquilo, o nosso amor sem precalços, e por isso foi feliz. Quando se sabe do fim não vale tentar apressá-lo.Foste o primeiro rapaz a convidar-me para subir. Não sei se subiria com mais algum, pois quando subi contigo o meu coração deixou de ver outras inclinações. O teu quarto, num apartamento de estudantes que dividias com mais três, era tudo aquilo que o nosso amor jamais seria: desarrumado, cheio de cantos por encher.Fizemos um calendário com papéis coloridos e desenhos a dois; os meus, meticulosos, os teus, atabalhoados, porque nunca soubeste desenhar. Sabias fazer contas, planear datas, contar os meses a fio até o nosso amor se desfiar. E celebrávamos: este é ao nosso fim que está para vir. De todas as certezas, tinhamos essa.Despedimo-nos cada dia, em lugares cliché. Num ontem qualquer foi um banco de jardim que viu o nosso beijo de cinema, noutro foi uma estação de comboio onde me entregaste a flor que eu guardei depois no meu diário. Já não fecha, o meu diário, de tantas despedidas que fizemos, de tantas últimas flores que me deste. Cada dia o tempo era menos tempo, nunca deixámos o calendário que fizemos mentir.Hoje não me despeço sabendo que num talvez qualquer as tantas milhas que nos separam teriam pouca importância. Não te solto os braços achando que havemos de encontrar uma forma de passar por cima de todo o tempo e todo o espaço. Porque o tempo que contámos bateu certo; afinal, foste tu quem as contas fez, e as contas que tu fazes nunca se enganam. Sei que isto é um adeus, e que o útimo beijo nesta estação de comboios onde ensaiámos tantos beijos últimos é o último de verdade. Vivemos o nosso amor sabendo que tinha os dias contados. Fizemo-lo bem.O erro dos amores em reticências é ficarem por adivinhar, e por isso se adivinharem perfeitos. Quem sabe um dia eu, infeliz, de coração torcido por um amor falhado, ainda conte a alguém, talvez só a mim mesma, como contigo não teria sido assim. Só os amores que poderiam ter sido são amores eternos.Despedimo-nos ao dizer olá, eu te amo, trouxe flores para ti, fiz café para levares, moro já no teu abraço, o meu coração é teu agora. Despedimo-nos nos silêncios que eram poucos, nos beijos que eram tantos, nas mãos que mal largamos desde aquele Setembro ainda quente.Nunca pensei que em tão pouco tempo pudessem caber tantos adeus.

Carina Pereira

Seg | 16.11.15

Boteco Das Tertúlias| #3 Viagens

Carina Pereira
O terceiro encontro do Boteco Das Tertúlias dá-se hoje, neste mês de Novembro de 2015. Hoje falamos de viagens.
Eu vou; agarro um desses panfletos que há de sobra em agências de sonhos e, cada dia, vejo as opções que melhor se adequam.Onde quero ir hoje, hoje que está aqui cinzento e que a chuva me tira a vontade aos passos? Quem serei e por que caminhos me perderei para me encontrar? Não sei, mas sei o transporte que prefiro: a imaginação, que é segura, confortável, primeira classe desta viagem sem planos nem rumos. Aqui não há lugar a escolhas erradas, aqui a viagem e o destino têm o mesmo gosto, e não há pressa de chegar. Quando chego, regresso de novo, mas desta vez altero a planície que me rodeia, reinvento-me a mim mesma e vou outra vez.Viajar não é para quem pode, pelo  menos quando a viagem não depende de sair de um lugar, não depende de ter a conta do banco cheia, não depende de ter tempo, disponibilidade. Viajar é o que tantas vezes fazemos de olhos fechados, de sorriso nos lábios, quando a vida nos descruza os quereres e poderes.Eu vou, com ou sem escolha, de livre vontade ou agarrada à parte de mim que não consigo mudar. Todos os dias é uma aventura nova, que ficou pendente quando o sono levou a melhor de mim, mas logo me deu liberdade de a retomar assim que acordei e vi à minha volta os mesmos sítios, as mesmas ruas, as mesmas caras, a mesma vida.As viagens que faço são secretas, e não dão para eternizar em câmaras escuras, nem para guardar entre folhas de diários. Mas também elas são vívidas, quase palpáveis. São mais eu do que o eu que eu me permito ser, neste mundo de escolhas onde não se pode voltar atrás, e onde tantas vezes a palavra sonho tem por sombra o imposível. É mais seguro ir quando se sabe que o ir não tem de ser para sempre. É mais seguro partir quando o adeus se apaga assim que se desejar, e a saudade vem de mansinho, se a chamarmos, mas vai de rompante, se a mandarmos ir. Quando os corações que deixamos para trás ainda são nossos, e não sabem que em algum momento deixaram de o ser.Certas viagens são-me dadas. Têm páginas, capa e contra-capa e cabem inteirinhas numa estante. De outras sou autor, escrevo-as porque as preciso.Viajar é o que fazemos para sairmos de nós. Gosto tanto de não estar em mim.

Carina Pereira

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Dom | 15.11.15

Hoje É Dia De Música #10

Carina Pereira
Camané, que está lá no topo do meu coração de Fado. Que já vi ao vivo duas vezes e via de novo, uma e outra vez. Que não me canso de dizer, é todo ele Fado. Tão Fado!Hoje, deixo-vos com ele de novo, cantando uma letra tão Manuela de Freitas, que eu já adivinhava a autoria antes de a conhecer.Boa semana a todos!

Carina Pereira

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Dom | 15.11.15

Deixo Os Meus Cinco Tostões...

Carina Pereira
Há humanidade, sim. Há humanidade numa hashtag que abre as suas portas a turistas em Paris. Há humanidade nos murais que partilham desejos e condolências às famílias. Há humanidade na tristeza, choque e revolta que se sente sempre que uma tragédia assim acontece neste mundo.Negar que há humanidade é esquecer que há esperança e que, no meio do negrume, muitos vão acendendo luzes.Chamem-me optimista, que o sou. Mas é especialmente nestes momentos em que se vê que, sim, ainda há humanidade.

Carina Pereira

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Qua | 11.11.15

Blogazine #5

Carina Pereira
E a quinta edição da Blogazine, referente ao mês de Novembro, já está na rede!Desta vez trouxe-vos um projecto e um disco pelo qual tenho muito carinho: Brincar aos Fados!Podem ler a revista na íntegra aqui, e o meu texto está reproduzido em baixo.*

Brincar aos Fados

Pelas mãos de Rodrigo Costa Félix, e com letras de Tiago Torres da Silva, nasceu um projeto dedicado ao fado. Um projeto que junta vários fadistas e, contrariando a velha norma de que o fado é coisa de adultos, vem oferecer de forma simples mas dedicada o fado a todas as crianças.Brincar aos Fados é um disco, mas não só; o álbum de nome homónimo tem doze faixas com letras que se entendem facilmente, mas que assentam em músicas de fados tradicionais. Assim, sem perder a base de que o fado é feito, torna-se possível os mais pequenos descobrirem esta nossa herança – Património Imaterial da Humanidade para a Unesco desde 2011 – e sentirem que ela também lhes pertence. Os fadistas que interpretam estes temas são nomes bem conhecidos: vozes como Camané, Ricardo Ribeiro, Mafalda Arnauth, Katia Guerreiro e até Celeste Rodrigues, irmã de Amália, são só algumas que cantam os poemas de fácil entendimento, criados para apelar ao público infantil, mas que também ensinam o que é o fado.Mas o projeto vai além deste álbum de estúdio: são workshops direcionados para escolas primárias e secundárias, ou instituições infantis focadas na língua e cultura portuguesas, que visam dar a conhecer o Fado aos mais pequenos de uma forma didática, leve e divertida. Nas apresentações fazem-se atuações musicais, – nas quais as crianças são incentivadas a participar – e há também espaço para alguma teoria: aí, com jogos, passatempos e até mesmo desgarradas, se explica o nascimento e toda a evolução do Fado, tanto da música como da poesia que esta acompanha. Porque o Fado, parecendo simples, é muito rico, e a sua composição segue regras.Os workshops contam sempre com a presença dos dois mentores acima mencionados, - Rodrigo Costa Félix e Tiago Torres da Silva – de uma fadista convidada, e de dois músicos, um na guitarra Portuguesa e outro na viola do fado.Um excelente projeto, que leva o fado aos mais pequenos, sem lhe retirar a essência.Para mais informações: brincaraosfados@gmail.comwww.brincaraosfados.comwww.facebook.com/brincaraosfados

Carina Pereira

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Ter | 10.11.15

Voltei!

Carina Pereira
Mas, como é normal em mim, demorou uns dias para eu conseguir arrancar!Internet já está a correr, a nova morada pronta a criar outras histórias, e o mês de Novembro inteiro para ir publicando as novidades.Mantenham-se aí, acomodem-se de novo.

Carina Pereira