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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Ter | 13.10.15

TAG: CONHECENDO NOVOS BLOGS!

Carina Pereira
Foi.me proposta uma Tag pela Marta do blog Um Dia Acabo O Livro, com o objectivo de conhecer, e dar a conhecer, outros blogs. Vamos lá fazer isto!*01. Qual o “porquê” do teu blog?Comecei este blog, como explico numa página qualquer do mesmo, para me reaproximar da língua Portuguesa. Sempre gostei de escrever, sempre precisei de o fazer, mas nos últimos anos escrevia muito mais em Inglês do que na minha língua materna. Não foi um erro; aprendi muito, melhorei o meu Inglês mas, ainda assim, fiquei com saudades de escrever em Português. Criei o blog, e aqui estou, a fazer o que me propus, da melhor maneira que sei.02. Qual a maior revelação que o teu blog te fez?Que o meu eu de 18 anos escrevia muito mais do que o meu eu de 28. Dez anos de vida em cima pelos vistos cria preguiça. Mas também me revelou que, tendo compromissos, os cumpro e que não interessa escrever para as paredes; o que interessa é escrever. Um dia, também eu acabo o livro. :)03. O que fazes para trazer novos conteúdos para o blog?Eu não penso muito nisso. Escrevo aquilo que gosto, o tema que me surge. Se aparecer alguma proposta - como o Boteco Das Tertúlias, de que muito me orgulho - vejo nisso sempre uma boa forma de me motivar a escrever e de manter o blog mais activo, mas não costumo pensar muito em novas estratégias para dinamizar o blog, ou o tornar mais conhecido. As rubricas que vão aparecendo - como a de música aos Domingos - surgem porque eu tinha necessidade de mostrar coisas que adoro, não são pensadas especificamente para o blog mas, como se encaixam bem nele, aqui as coloco.04. O que gostarias de alcançar com o teu blog?Acho que gostaria que mais pessoas me lessem. Porque, a meu ver, eu escrevo mas tambem leio outros textos de outros blogs, e acabo por descobrir coisas muito bonitas. E qualquer pessoa que escreva gosta de ter um feedback.05. O que te leva a seguir um blog/página?Gostar do que a pessoa publica, ou gostar da pessoa. Aliás, se não gostar da pessoa não sigo, obviamente. Mas é bom chegar a casa e ter textos, ou até imagens, para espairecer um pouco a mente, e me rir um bocadinho. Adoro publicações pessoais, principalmente aquelas todas felizes, e gosto de blogs que contem coisas sobre pequeninos, porque eles alegram o dia de qualquer pessoa e há sempre histórias engraçadas com crianças.06. Gostas mais de escrever ou de ser lida?Eu não posso ser lida, sem escrever. E nem sempre publico tudo o que escrevo, por isso escrever é mais fundamental, para mim, do que ser lida.07. Qual foi a maior surpresa (boa ou má) que a vida adulta te trouxe?Que ser adulto nem sempre é saber o que se faz. Que sou mais despreocupada do que achei que seria, como adulta. Cresci, sem perder a euforia que as crianças guardam, e grande parte do encanto em relação às coisas. Não sou o que julguei que seria mas, por um lado, sou melhor. Não só para os outros, mas para mim própria, porque também precisamos de ser bons para nós próprios. Senão chega a uma altura em que não conseguimos ser bons para ninguém.Aos 28 anos não tenho nada resolvido na vida, mas tenho muita vontade de ver o que aí vem.08. Qual a tua maior paixão na vida?Só uma? Não pode ser, tenham lá paciência. Gosto de música, amo Fado, gosto de livros, gosto de nutella e skittles, de ler, escrever e cantar. Gosto de gostar das coisas - tão cliché. Acho que a minha maior paixão é a euforia, porque a maior parte das vezes não sei ser feliz sem o ser de forma euforica. E eu sou feliz facilmente.Das pessoas? A minha sobrinha, que é também afilhada, e me enche o coração.09. Qual o hábito diário do qual não prescindes?Ouvir música. Se não há música por perto - o que é raro - canto eu. Afinal, nós nunca nos ouvimos como realmente soamos. :P10. Se pudesses viajar no tempo, escolhias ir para o passado ou para o futuro? porquê?Não conseguia escolher. O meu passado ou o meu futuro, ou um passado e futuro quaisquer? Não poderia mudar nada do meu passado, mas também não sei qual será o meu futuro, e não tenho a certeza de querer estragá-lo ao sabê-lo de antemão. Olha, ia de volta ao 25 de Setembro deste ano. Aquele concerto do Marco Rodrigues marcou-me para a vida, era lá que me apetecia estar agora.11. O que dizem os teus olhos? Ai se os meus olhos falassem, contavam... (conhecem o Fado?)*Instruções para participar nesta TAG:1 – Responder às perguntas realizadas por quem te nomeou;2 – Podem criar 10 perguntas diferentes ou apenas algumas ou usar as mesmas;3 – Marcar 3 a 10 pessoas para responderem a essas perguntas e, claro, avisá-las da nomeação.Agora nomeio para responderem às mesmas perguntas - eu avisei que era preguiçosa - os seguintes blogs:T - LifesTexturesAna - Portefólio de EscritaNerdy Chill OutHá Pêssegos Na LuaDevaneios da Tim (que me vai matar outra vez)
Ter | 13.10.15

Dia Mundial Do Escritor

Carina Pereira
Não podia faltar a esta homenagem, pois não?Hoje comemora-se o Dia Mundial Do Escritor e não haverá melhor pretexto para recordar os "meus" escritores todos. Os da infância, os da adolescência, e os de agora. Os que passaram mas ainda levo comigo, e os que ficarão para sempre.Mas esta é também a minha homenagem aos que escrevem porque é parte intrínseca de si próprios, àqueles a quem lhes calaram a escrita porque a verdade é incómoda.Este é o meu agradecimento a todos, sincero, arrancado lá do fundo do coração. Porque também eu acredito que os livros podem mudar o mundo. Podem, não. Mudam.

*

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

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Os livros da colecção Uma Aventura não foram certamente os primeiros livros que li, mas foram o "empurrão" para todo o amor que eu sinto pela literatura.

Em casa de uma prima, tinha eu uns nove ou dez anos, deparei-me com Uma Aventura... No Inverno. Sou uma adoradora de objectos, talvez seja bom começar por dizer isto, e colei-me ao livro por não ser algo que eu tinha em casa de sobejo. Os livros eram caros; tinha apenas duas colecções de histórias infantis e um Atlas já antigo que eu fizera o favor de embelezar - embora o meu pai usasse a palavra estragar para falar do mesmo assunto - com marcadores, quando tinha cinco anos. Este livro, maior do que aqueles com histórias infantis a que eu estava habituada, quase só com letras, chamou-me para ele. E, apesar de eu saber que só me pertence porque eu o amei mais do que o seu primeiro dono, lá o tenho em casa, o meu nome completo escrito na primeira página.

Mudada para uma nova escola aos dez anos, onde já constava uma biblioteca, a cada semana lá trazia eu mais um desta colecção para casa. As gémeas, Teresa e Luísa, o Pedro, o João e o Chico, a par com o Faial e o Caracol, foram as primeiras personagens que me deixaram viver através delas. Devo-lhes quase tudo em que me tornei.

Maria Teresa Maia Gonzalez

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Se Uma Aventura foi a primeira casa, os livros da colecção Profissão Adolescente, foram a segunda. As histórias já não eram de aventuras, mas falavam de adolescentes, como eu. O livro que me lembro melhor é O Tiago Está A Pensar, embora na altura me tivesse feito um pouco de confusão a melhor amiga dele ser assim tão adulta. Gostava do Tiago, mesmo com a sua prepotência, porque o mundo não é assim tão fácil, mesmo quando se tem quinze anos. Especialmente quando se tem quinze anos.

Desta autora comecei, naturalmente, por ler A Lua de Joana. Adorei o livro, na altura, dizia-me tanto! Quando o reli, o ano passado e já adulta, - ou a tentar sê-lo - não gostei lá muito da Joana, afinal.

Fica o conselho: há livros que só os amamos na altura em que nos conseguimos rever neles. Não deixam de ser importantes. Quanto mais não seja, mostram-nos o quanto crescemos e que, às vezes, crescer não tem de ser mau.

João Aguiar

Joao Aguiar

Embora o Clube Das Chaves nunca me tivesse puxado interesse - li um livro ou dois da colecção - e o Os Cinco fosse já de outras eras, o Bando dos Quatro foi uma bela opção quando a colecção de Uma Aventura da biblioteca começou a escassear. Acabei depois por adquirir alguns livros desta colecção também, e adorei cada um deles. Carlos e Álvaro, Frederico e a destemida Catarina, todos com a ajuda do Tio João e do sempre fiel cão Pelópidas, nome a que eu sempre achei um piadão. Cresceram comigo também.

David Mourão-Ferreira

David

Poderia ter trazido, para os poetas, Fernando Pessoa a esta página, mas David Mourão-Ferreira é o autor do poema mais bonito que alguma vez li. Porque tem Ternura dentro dele. e deixa tanta ternura em nós.

Nicholas Sparks

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O meu lado capricorniano cada vez mais empurra para debaixo do tapete a clara lamechice que me acompanha vida fora. Talvez por isso Nicholas Sparks tenha deixado de fazer parte da lista dos favoritos, mas sou incapaz de saber da edição de um novo livro seu sem planear lê-lo. Porque esperei com ansiedade cada livro novo desde os meus quinze anos, parece quase traição deixar de o fazer. Com mais contenção, menos entusiasmo, mas faço-o na mesma.

São romances. Não há nada de errado com romances e, em termos de lamechice, a dele não é tanta assim. Escrevi, eu própria, os meus primeiros romances a sério - lamechas, admito - por tanto gostar das histórias dele. De certa forma, é a base das minhas narrativas. Fico em dívida com ele para sempre, por isso mesmo.

E, admitamos, As Palavras Que Nunca Te Direi e O Guardião - que é um policial fabuloso - não são histórias de amor para envergonhar ninguém.

Nick Hornby

Nick Hornby

Era Uma Vez Um Rapaz e Alta Fidelidade foram os que mais me marcaram, mas devorei vários livros do autor antes de me aperceber que era um nome bem conhecido no mundo da literatura. O último que adquiri foi Slam, bem recentemente, e voltou a relembrar-me porque gosto tanto dele.

Agatha Christie

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Hercule Poirot é, sem dúvida, o meu preferido. Com ele sinto, quase até ao final, que posso também adivinhar o assassino, até que descubro que não, que nunca adivinho.

A história de eleição - que não conta com Poirot - é talvez a mais polémica da autora: A Última Razão Do Crime.

Um dia termino a colecção. Um dia.

Arthur Conan Doyle

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Depois de assistir à nova série da BBC, senti-me no dever de ir à matriz das histórias, e conhecer a fundo o detective que tanto gosto de ver no ecrã. Não desiludiu; Arthur Conan Doyle - conquanto errático nos seus escritos, porque ele odiava a personagem e não estava nem aí - consegue, ainda assim, dilemas fabulosos com desfechos inesperados.

As histórias não cresceram comigo, embora conheça o detective desde sempre, mas merecem destaque nesta publicação, em especial A Aventura de Charles Augustus Milverton, a minha favorita de todas.

Mia Couto

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Ah, Mia Couto. Não consigo pensar em Mia Couto sem pensar em doçura e meiguice, porque as palavras que ele usa para descrever até os episódios mais estranhos, embalam-me o coração. Fiquei rendida logo ao primeiro livro; o primeiro que ele escreveu, o primeiro que eu li: Terra Sonâmbula.

Autores Africanos sempre nos fazem olhar para lá das nossas crenças. O que estou a ler de momento, A Confissão Da Leoa, dá cada vez mais razão a este amor que começou ainda antes de eu lhe conhecer os escritos. Há pessoas de quem gostamos porque as adivinhamos, mais do que as sabemos.

José Eduardo Agualusa

Eduardo Agualusa

Já falei tanto de José Eduardo Agualusa que, me parece, vou acabar por me repetir. Ou talvez isto seja apenas uma desculpa por me quedar sem mais palavras, sem palavras suficientes, para expressar o quanto adoro a sua escrita. Vêem, mesmo as de adoração me soam já a tão poucochinho!

Barroco Tropical, Milagrário Pessoal, ou A Vida No Céu, são histórias que vou levar comigo para sempre, nesta viagem que é a vida. Porque - Agualusa me ensinou - o melhor da viagem é o sonho.

Carina Pereira

Edição: tanto quis dizer, que me faltaram dois dos mais importantes, J.K. Rowling com Harry Potter e Bill Waterson por Calvin & Hobbes. Ah, vale a intenção!