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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Qui | 13.08.15

Histórias Com 100 Palavras de Filipe Piteira

Carina Pereira
Por vezes as histórias curtas são colocadas aquém como se, por seu pequeno tamanho, fossem menos merecedoras de atenção. Ao contrário, penso que as histórias curtas dão espaço ao inacabado, e o inacabado a um sem fim de novas possibilidades. Estas narrativas, que contêm igualmente um princípio, meio e fim, dão azo à nossa própria escolha, deixam pontas soltas prontas a serem o fio condutor de outros caminhos.Escrever contos recorrendo apenas a 100 palavras é um desafio merecedor de atenção e é isso mesmo que o autor nos traz, nesta compilação com 48 textos, sem qualquer ligação entre si e que, por acréscimo, ainda nos oferecem reflexão.Os títulos – alguns nomeando até pessoas conhecidas – servem como resumo daquilo que se fala, fazendo-nos antever o que as 100 palavras seguintes nos oferecem. É difícil acertar.As histórias falam de tudo um pouco: de amor, de dúvida, de luxúria, do etéreo, de vidas e realidades comuns, sendo vagas o suficiente para permitir a interpretação pessoal. É provável que, em mãos diferentes, o sentido de cada história em nada se compare.Existe, no entanto, uma sombra que paira sobre alguns textos e, numa obra publicada, me faz torcer um pouco o nariz: erros ortográficos que, não sendo em excesso, me deixam um pouco desiludida com o produto final.É um bom livro para sonhar, para testar o nosso imaginário e para demonstrar que, mesmo em 100 palavras, é possível fazer-se história.*“Na mesa de um bar numa esquina esquecida, já embalados pelo vinho, juramos amor eterno entre baforadas sem fim. Entre goles e tragos, somos dois miseráveis amantes. Carícias mil, toques de arrepiar, palavras doces, olhares ternos. Suspiramos juntos e juntos planeamos o futuro. Ela diz que me ama, e eu falso mas perspicaz ainda correspondo. Das mesas do lado parece que sinto inveja. Mas mal sabem eles, que não é para tanto. Porque é tudo da boca para fora. Porque da boca para dentro, agora, o que ela mais quer sei eu, e eu dou porque sou pior que ela.”*

Carina Pereira

DSCF8388

DSCF8389

DSCF8390

O livro pode ser adquirido aqui.

Qui | 13.08.15

Histórias Com 100 Palavras de Filipe Piteira

Carina Pereira
Por vezes as histórias curtas são colocadas aquém como se, por seu pequeno tamanho, fossem menos merecedoras de atenção. Ao contrário, penso que as histórias curtas dão espaço ao inacabado, e o inacabado a um sem fim de novas possibilidades. Estas narrativas, que contêm igualmente um princípio, meio e fim, dão azo à nossa própria escolha, deixam pontas soltas prontas a serem o fio condutor de outros caminhos.Escrever contos recorrendo apenas a 100 palavras é um desafio merecedor de atenção e é isso mesmo que o autor nos traz, nesta compilação com 48 textos, sem qualquer ligação entre si e que, por acréscimo, ainda nos oferecem reflexão.Os títulos – alguns nomeando até pessoas conhecidas – servem como resumo daquilo que se fala, fazendo-nos antever o que as 100 palavras seguintes nos oferecem. É difícil acertar.As histórias falam de tudo um pouco: de amor, de dúvida, de luxúria, do etéreo, de vidas e realidades comuns, sendo vagas o suficiente para permitir a interpretação pessoal. É provável que, em mãos diferentes, o sentido de cada história em nada se compare.Existe, no entanto, uma sombra que paira sobre alguns textos e, numa obra publicada, me faz torcer um pouco o nariz: erros ortográficos que, não sendo em excesso, me deixam um pouco desiludida com o produto final.É um bom livro para sonhar, para testar o nosso imaginário e para demonstrar que, mesmo em 100 palavras, é possível fazer-se história.*“Na mesa de um bar numa esquina esquecida, já embalados pelo vinho, juramos amor eterno entre baforadas sem fim. Entre goles e tragos, somos dois miseráveis amantes. Carícias mil, toques de arrepiar, palavras doces, olhares ternos. Suspiramos juntos e juntos planeamos o futuro. Ela diz que me ama, e eu falso mas perspicaz ainda correspondo. Das mesas do lado parece que sinto inveja. Mas mal sabem eles, que não é para tanto. Porque é tudo da boca para fora. Porque da boca para dentro, agora, o que ela mais quer sei eu, e eu dou porque sou pior que ela.”*

Carina Pereira

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O livro pode ser adquirido aqui.

Qui | 13.08.15

Relógio De Botequim

Carina Pereira
E porque o Fado é sempre um bom ponto de partida, aqui vai a primeira publicação. Uma letra, sem melodia inventada a acompanhar.Fala do amor de um homem por uma messalina (ah, valha-nos o José Eduardo Agualusa para nos ensinar palavras mais bonitas para as coisas).*

Quando bater a meia-noite

No relógio do botequim

Não te esqueças, meu amor

Que pertences só a mim


Dá-lhes beijos mentirosos

Quando em ti fazem pousio

Que nas nossas horas mortas

É quando eu mais te aprecio


 E se trazes ‘inda o perfume

Daqueles que, a soldo, te amam

Não ligues, que eu não morro

São os meus olhos que enganam


 Por isso, amor, vai lembrando

A cada travo de saudade

Que o amor que vais fingindo

É em nós amor de verdade


 Eu hei-de chegar enfim

Ao bater das zero horas

Que o relógio do botequim

Não se atrasa, nem demora


 Até lá, nas horas mortas,

Outros mais hão-de te amar

E eu, pela vida fora,

Espero a meia-noite chegar

*

Carina Pereira

Qui | 13.08.15

Relógio De Botequim

Carina Pereira
E porque o Fado é sempre um bom ponto de partida, aqui vai a primeira publicação. Uma letra, sem melodia inventada a acompanhar.Fala do amor de um homem por uma messalina (ah, valha-nos o José Eduardo Agualusa para nos ensinar palavras mais bonitas para as coisas).*

Quando bater a meia-noite

No relógio do botequim

Não te esqueças, meu amor

Que pertences só a mim


Dá-lhes beijos mentirosos

Quando em ti fazem pousio

Que nas nossas horas mortas

É quando eu mais te aprecio


 E se trazes ‘inda o perfume

Daqueles que, a soldo, te amam

Não ligues, que eu não morro

São os meus olhos que enganam


 Por isso, amor, vai lembrando

A cada travo de saudade

Que o amor que vais fingindo

É em nós amor de verdade


 Eu hei-de chegar enfim

Ao bater das zero horas

Que o relógio do botequim

Não se atrasa, nem demora


 Até lá, nas horas mortas,

Outros mais hão-de te amar

E eu, pela vida fora,

Espero a meia-noite chegar

*

Carina Pereira

Qui | 13.08.15

Estou De Regresso!

Carina Pereira
E de volta a solos Bélgicos, mas não vim só! Trouxe comigos letras novas, reviews, livros e muito, muito Fado!Estas duas semanas de férias foram fabulosas e ainda tenho uns dias para me colocar a par de tudo o que perdi e, finalmente, fazer mais publicações no blog.O bem de não haver acesso à internet para onde fui é que, em duas semanas e meia, li seis livros, que é mais do que li no resto do ano todo. E, das imagens abaixo, vão haver aqui reviews.De resto, volta tudo à normalidade, a pouco e pouco!

Carina Pereira

DSCF8373

DSCF8375

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Qui | 13.08.15

Estou De Regresso!

Carina Pereira
E de volta a solos Bélgicos, mas não vim só! Trouxe comigos letras novas, reviews, livros e muito, muito Fado!Estas duas semanas de férias foram fabulosas e ainda tenho uns dias para me colocar a par de tudo o que perdi e, finalmente, fazer mais publicações no blog.O bem de não haver acesso à internet para onde fui é que, em duas semanas e meia, li seis livros, que é mais do que li no resto do ano todo. E, das imagens abaixo, vão haver aqui reviews.De resto, volta tudo à normalidade, a pouco e pouco!

Carina Pereira

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