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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Dom | 19.07.15

Nas Linhas Em Que Me Escrevo #8

Carina Pereira
O terminar de uma era, seja ela qual for, traz consigo sempre a melancolia, e a saudade que ainda se vai fazer sentir.Desde a escola primária, até ao 9o ano, que vários colegas me acompanharam. A maior parte da turma, ano após ano, manteve-se e, se havia a principio uma separação comum entre rapazes e raparigas, no último ano que partilhamos tornámo-nos mais próximos. Como se o anunciar da despedida nos fizesse dar valor ao que estávamos prestes a perder.Neste livro de dedicatórias ficaram as palavras e as assinaturas daqueles com quem dividia carteiras e salas diariamente, durante nove anos da minha vida. Mais tarde também deixaram aqui o seu cunho outros colegas de trabalho e amigos. Falo ainda com alguns. É, de todos, o caderno mais importante desta gaveta.As vidas foram mudando, nós fomo-nos afastando, mas as palavras ainda estão lá, para a posteridade.

Carina Pereira

DSCF7965

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Dom | 19.07.15

Nas Linhas Em Que Me Escrevo #8

Carina Pereira
O terminar de uma era, seja ela qual for, traz consigo sempre a melancolia, e a saudade que ainda se vai fazer sentir.Desde a escola primária, até ao 9o ano, que vários colegas me acompanharam. A maior parte da turma, ano após ano, manteve-se e, se havia a principio uma separação comum entre rapazes e raparigas, no último ano que partilhamos tornámo-nos mais próximos. Como se o anunciar da despedida nos fizesse dar valor ao que estávamos prestes a perder.Neste livro de dedicatórias ficaram as palavras e as assinaturas daqueles com quem dividia carteiras e salas diariamente, durante nove anos da minha vida. Mais tarde também deixaram aqui o seu cunho outros colegas de trabalho e amigos. Falo ainda com alguns. É, de todos, o caderno mais importante desta gaveta.As vidas foram mudando, nós fomo-nos afastando, mas as palavras ainda estão lá, para a posteridade.

Carina Pereira

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DSCF7967

Dom | 19.07.15

Se Não Posso Ter Mais Nada

Carina Pereira
Já há muito que não trazia aqui uma letra... Por isso, e em tema claro de Fado, aqui fica uma. Desta vez não há melodia a acompanhar, só o poema.E sim, é do ponto de vista de um homem, porque às vezes sai assim. :D*

Pedes que não te esqueça

Que te guarde no meu peito

Enquanto insistes em partir

Como se, sem teu pedido

Eu pudesse, por direito

Escolher não te seguir


Manténs-me as amarras presas

E na tua tempestade

Sou assim barco à deriva

Mas prefiro, por fraqueza,

Morrer da tua maldade

A ter bonança, sem ter vida


Não te podes dar inteira,

Mas nas horas que me roubas,

Fazes promessas sem fim

Eu nelas não acredito,

Mas tentando me enganar

Faço de conta que sim


Se não posso ter mais nada

Senão mentiras contadas

Aceito o que me deres

Que pior do que a mentira

É a vida que me tiras

Na verdade em que me feres


Se não posso ter mais nada

A não ser recordações

Aceito o que me queres dar

Que pior que te perder

É ter também de viver

Sem te poder recordar

*

Carina Pereira

Dom | 19.07.15

Se Não Posso Ter Mais Nada

Carina Pereira
Já há muito que não trazia aqui uma letra... Por isso, e em tema claro de Fado, aqui fica uma. Desta vez não há melodia a acompanhar, só o poema.E sim, é do ponto de vista de um homem, porque às vezes sai assim. :D*

Pedes que não te esqueça

Que te guarde no meu peito

Enquanto insistes em partir

Como se, sem teu pedido

Eu pudesse, por direito

Escolher não te seguir


Manténs-me as amarras presas

E na tua tempestade

Sou assim barco à deriva

Mas prefiro, por fraqueza,

Morrer da tua maldade

A ter bonança, sem ter vida


Não te podes dar inteira,

Mas nas horas que me roubas,

Fazes promessas sem fim

Eu nelas não acredito,

Mas tentando me enganar

Faço de conta que sim


Se não posso ter mais nada

Senão mentiras contadas

Aceito o que me deres

Que pior do que a mentira

É a vida que me tiras

Na verdade em que me feres


Se não posso ter mais nada

A não ser recordações

Aceito o que me queres dar

Que pior que te perder

É ter também de viver

Sem te poder recordar

*

Carina Pereira