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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

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Um blog com estórias dentro.

Sex | 29.05.15

Não vos contei...

Carina Pereira
... que, na vida, a minha mãe tem três amores. Um deles é o Júlio Iglesias - de quem ela chegou até a coleccionar pequenos calendários, e cujo primeiro filme ela viu oito vezes no cinema. Sim, oito vezes. Outro, mais recente mas, mesmo assim, não menos importante, é o Tony Carreira. O outro é o meu pai.Há umas duas semanas o Tony Carreira, em propaganda ao seu último disco, tinha marcada uma sessão de autógrafos no Mar Shopping, em Matosinhos. Eu vi o evento no facebook, tratei logo de avisar a minha cunhada acerca do mesmo, e ela prontificou-se a passar a mensagem à minha mãe.Toda contente e lampeira, lá foi a minha mãe esperar duas horas na fila para estar com o Tony.Ora, enquanto ela aguardava na fila surgiu um pequeno obstáculo: o segurança avisou que o Tony Carreira só assinaria um disco por pessoa - de preferência o último disco - para evitar grandes esperas, pois claro. A minha mãe, munida de quatro álbuns sem o cunho pessoal do homem, começou a engendrar um plano. Quando a vez dela chegou, usando a emoção como arma de chantagem, lá disse ao Tony que os autógrafos e os discos eram para a filha dela, que vivia na Bélgica. O Tony, embargado certamente pelo orgulho de um tal pedido vindo de uma fã tão distante, prontificou-se de imediato a assinar os álbuns todos.O segurança ainda tentou intrometer-se, mas a minha mãe descartou outra vez a arma branca e, quando questionada a quem deveriam ser o CDs dedicados, respondeu prontamente "Para a Zeza!" que, incidentalmente, não é o meu nome, mas a este ponto já perceberam o golpe. E, com fotografias e quatro beijinhos dele, lá veio ela para casa toda contente.Admiro-lhe o desenrasque e ri-me mais que muito ao telefone com esta história.Estou sempre a aprender com ela.

Carina Pereira

Sex | 29.05.15

Não vos contei...

Carina Pereira
... que, na vida, a minha mãe tem três amores. Um deles é o Júlio Iglesias - de quem ela chegou até a coleccionar pequenos calendários, e cujo primeiro filme ela viu oito vezes no cinema. Sim, oito vezes. Outro, mais recente mas, mesmo assim, não menos importante, é o Tony Carreira. O outro é o meu pai.Há umas duas semanas o Tony Carreira, em propaganda ao seu último disco, tinha marcada uma sessão de autógrafos no Mar Shopping, em Matosinhos. Eu vi o evento no facebook, tratei logo de avisar a minha cunhada acerca do mesmo, e ela prontificou-se a passar a mensagem à minha mãe.Toda contente e lampeira, lá foi a minha mãe esperar duas horas na fila para estar com o Tony.Ora, enquanto ela aguardava na fila surgiu um pequeno obstáculo: o segurança avisou que o Tony Carreira só assinaria um disco por pessoa - de preferência o último disco - para evitar grandes esperas, pois claro. A minha mãe, munida de quatro álbuns sem o cunho pessoal do homem, começou a engendrar um plano. Quando a vez dela chegou, usando a emoção como arma de chantagem, lá disse ao Tony que os autógrafos e os discos eram para a filha dela, que vivia na Bélgica. O Tony, embargado certamente pelo orgulho de um tal pedido vindo de uma fã tão distante, prontificou-se de imediato a assinar os álbuns todos.O segurança ainda tentou intrometer-se, mas a minha mãe descartou outra vez a arma branca e, quando questionada a quem deveriam ser o CDs dedicados, respondeu prontamente "Para a Zeza!" que, incidentalmente, não é o meu nome, mas a este ponto já perceberam o golpe. E, com fotografias e quatro beijinhos dele, lá veio ela para casa toda contente.Admiro-lhe o desenrasque e ri-me mais que muito ao telefone com esta história.Estou sempre a aprender com ela.

Carina Pereira