Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Dom | 17.05.15

The Shining Shoes

Carina Pereira
A minha sobrinha sempre gostou de histórias. Quando, na sua sesta da tarde, eu a ia adormecer, ela pedia sempre uma, de preferência inventada e onde ela tivesse também algum papel.A minha sobrinha tinha também um par de sapatos que, quando ela batia com os pés no chão, acendiam e brilhavam.Uma tarde, preparando-lhe uma história para ela adormecer, lembrei-me dos seus sapatos com luzes e decidi torná-la a heroína do dia. Uns anos mais tarde peguei na mesma ideia e criei o poema que vos deixo hoje.Está em Inglês, bem sei, porque houve uma altura no ano passado em que a maioria dos meus textos era em Inglês. Fiz as ilustrações, - se é que se pode chamar isso a esta vã tentativa de dar um quê qualquer à história - gravei o poema e depois criei o vídeo.Para já a minha sobrinha não entende que este vídeo é a história que eu naquela tarde lhe contei, agora em forma de poema, e a língua é-lhe estranha, mas espero que um dia ela o consiga apreciar ainda mais do que o apreciou quando a minha cunhada lhe contou que eu tinha feito uma história para ela.Espero que gostem.

Carina Pereira

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=19uvwA2AEUo[/embed]

Dom | 17.05.15

The Shining Shoes

Carina Pereira
A minha sobrinha sempre gostou de histórias. Quando, na sua sesta da tarde, eu a ia adormecer, ela pedia sempre uma, de preferência inventada e onde ela tivesse também algum papel.A minha sobrinha tinha também um par de sapatos que, quando ela batia com os pés no chão, acendiam e brilhavam.Uma tarde, preparando-lhe uma história para ela adormecer, lembrei-me dos seus sapatos com luzes e decidi torná-la a heroína do dia. Uns anos mais tarde peguei na mesma ideia e criei o poema que vos deixo hoje.Está em Inglês, bem sei, porque houve uma altura no ano passado em que a maioria dos meus textos era em Inglês. Fiz as ilustrações, - se é que se pode chamar isso a esta vã tentativa de dar um quê qualquer à história - gravei o poema e depois criei o vídeo.Para já a minha sobrinha não entende que este vídeo é a história que eu naquela tarde lhe contei, agora em forma de poema, e a língua é-lhe estranha, mas espero que um dia ela o consiga apreciar ainda mais do que o apreciou quando a minha cunhada lhe contou que eu tinha feito uma história para ela.Espero que gostem.

Carina Pereira

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=19uvwA2AEUo[/embed]

Dom | 17.05.15

Nas Linhas Em Que Me Escrevo

Carina Pereira
A partir da semana que vem, para me obrigar a escrever mais um pouco e num esforço para dinamizar também o blog, vou ter uma nova rubrica todos os Domingos.Quando me mudei para a Bélgica trouxe comigo uma série de coisas, entre elas um baú com recordações - sim, eu sou o tipo de pessoa que costumava guardar recordações em baús, visto que uma caixa era pequena demais - e ao remexer nesse baú hoje dei de caras com uma série de coisas de que mal me lembrava. Entre elas estavam os meus diários e alguns cadernos.Voltando ao meu posto de combate - o meu pequeno quarto das engenhocas de onde vos escrevo - abri também uma outra gaveta e... mais cadernos! Lembrei-me então que seria interessante falar sobre esses cadernos. Alguns já estão terminados ou, pelo menos, o seu propósito já se fez. Outros - como o meu Diário Dos Sonhos (reais, os que tenho enquanto durmo) - ainda estão em uso. Cada um tem a sua história, e eu gostaria de contá-la a quem a quiser ouvir.Desta forma, no próximo Domingo deixar-vos-ei com o primeiro dos meus cadernos. Sintam-se inspirados para me apresentarem também os vossos! :D

Carina Pereira

Dom | 17.05.15

Nas Linhas Em Que Me Escrevo

Carina Pereira
A partir da semana que vem, para me obrigar a escrever mais um pouco e num esforço para dinamizar também o blog, vou ter uma nova rubrica todos os Domingos.Quando me mudei para a Bélgica trouxe comigo uma série de coisas, entre elas um baú com recordações - sim, eu sou o tipo de pessoa que costumava guardar recordações em baús, visto que uma caixa era pequena demais - e ao remexer nesse baú hoje dei de caras com uma série de coisas de que mal me lembrava. Entre elas estavam os meus diários e alguns cadernos.Voltando ao meu posto de combate - o meu pequeno quarto das engenhocas de onde vos escrevo - abri também uma outra gaveta e... mais cadernos! Lembrei-me então que seria interessante falar sobre esses cadernos. Alguns já estão terminados ou, pelo menos, o seu propósito já se fez. Outros - como o meu Diário Dos Sonhos (reais, os que tenho enquanto durmo) - ainda estão em uso. Cada um tem a sua história, e eu gostaria de contá-la a quem a quiser ouvir.Desta forma, no próximo Domingo deixar-vos-ei com o primeiro dos meus cadernos. Sintam-se inspirados para me apresentarem também os vossos! :D

Carina Pereira

Dom | 17.05.15

O Dia Do Amor-Ódio

Carina Pereira
O Domingo é, para quem tem a sorte de cumprir um horário de trabalho em dias úteis e descanso ao fim-de-semana, um dia estranho. Pessoalmente, não consigo odiar o Domingo porque não me obriga a levantar cedo, nem a tarefas extenuantes mas, se não o consigo odiar, amá-lo também não é tarefa doce. O Domingo vem com veneno nos cantos e nós lá vamos dando mordidelas onde sabemos que ele não nos mata, com a pura consciência de que vamos ter de comer a fatia toda, e vamos chegar aos lugares onde não queremos.Idealmente deveríamos todos ter um emprego que nos fizesse querer sair da cama de manhã à Segunda, em vez de um que nos estrague o Domingo, mas nem sempre assim acontence. Por isso o Domingo é a tradução daquelas horas antes da despedida em que há tempo ainda, mas tão pouco que nem as conseguimos aproveitar.O Domingo é o dia para se desperdiçar, para se estar com a família - para alguns, não para mim - para ver as horas correr como se se contasse a areia a fugir de um lado para o outro duma apulheta.Por isto tudo, o Domingo pode ser também o dia das publicações meias ocas, só porque me apetece. E acontece que eu fui tomar o pequeno-almoço de manhã com uma amiga e, já que estávamos ali a jeito, fomos também correr umas lojas que estavam abertas. Como precisava de meias comprei uns quantos pares e, chegando a casa, deparo-me com esta doçura que, escondida no meio dos outros pares de cores variadas, me fez lembrar algo tipicamente Português.Lenços dos namorados ou toalhas bordadas à mão? Qualquer das duas me parece. Gosto delas.

Carina Pereira

Dom | 17.05.15

O Dia Do Amor-Ódio

Carina Pereira
O Domingo é, para quem tem a sorte de cumprir um horário de trabalho em dias úteis e descanso ao fim-de-semana, um dia estranho. Pessoalmente, não consigo odiar o Domingo porque não me obriga a levantar cedo, nem a tarefas extenuantes mas, se não o consigo odiar, amá-lo também não é tarefa doce. O Domingo vem com veneno nos cantos e nós lá vamos dando mordidelas onde sabemos que ele não nos mata, com a pura consciência de que vamos ter de comer a fatia toda, e vamos chegar aos lugares onde não queremos.Idealmente deveríamos todos ter um emprego que nos fizesse querer sair da cama de manhã à Segunda, em vez de um que nos estrague o Domingo, mas nem sempre assim acontence. Por isso o Domingo é a tradução daquelas horas antes da despedida em que há tempo ainda, mas tão pouco que nem as conseguimos aproveitar.O Domingo é o dia para se desperdiçar, para se estar com a família - para alguns, não para mim - para ver as horas correr como se se contasse a areia a fugir de um lado para o outro duma apulheta.Por isto tudo, o Domingo pode ser também o dia das publicações meias ocas, só porque me apetece. E acontece que eu fui tomar o pequeno-almoço de manhã com uma amiga e, já que estávamos ali a jeito, fomos também correr umas lojas que estavam abertas. Como precisava de meias comprei uns quantos pares e, chegando a casa, deparo-me com esta doçura que, escondida no meio dos outros pares de cores variadas, me fez lembrar algo tipicamente Português.Lenços dos namorados ou toalhas bordadas à mão? Qualquer das duas me parece. Gosto delas.

Carina Pereira