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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Qui | 23.04.15

Crónica #1

Carina Pereira
24 de Janeiro de 2005"Acordei hoje de manhã e vi que já não estavas do meu lado. Não o vi com os olhos do corpo mas com os da alma, que vêem mais certo. E vi também com o meu braço que se esticou para o lado direito e encontrou apenas o vazio dos lençóis.Levantei-me e, ainda descalça, como tu reparavas sempre e me pegavas ao colo para eu não adoecer, saí para não te encontrar no resto da casa. Porque sei que será sempre assim. Que vou ser acordada pelos raios de sol em vez do teu beijo no meu rosto, que vou andar descalça pela casa e me vou lembrar de ti. Que vou ficar doente e, agora que não estás em casa, vou calçar as tuas pantufas e imaginar que estou no teu colo. Sei que já não vou ouvir a tua música que me irritava mas, no fundo, me fazia amar-te cada vez mais. Já não vou ter de acordar e tropeçar nos teus sapatos e ouvir-te resmungar qualquer coisa sobre eu gostar de dormir. E ter de acordar quando o despertador não toca porque tu supostamente te esqueceste. Já não vou poder acordar e, debaixo dos primeiros raios da manhã, lutar contigo e com as almofadas, correr para ver quem pega primeiro no jornal diário e discutir, porque afinal nenhum de nós o lê. Porque tudo o que desejamos é ler os olhos um do outro e saber que a novidade diária é que nos apaixonámos novamente.Entro na cozinha e vejo o café que preparaste para mim, apesar de já estar frio, e o pão cortado que deixaste para eu comer. E eu sorrio, porque sei que trabalhas longe e já não posso ter a tua companhia de manhã. Mas sei também que, à noite, quando chegares cansado e a tentar disfarçar, me vais pegar de novo ao colo, que eu vou sentir o teu corpo quando esticar o braço para o lado direito dos lençóis e que lerei nos teus olhos que tu, tal como eu, te apaixonaste novamente."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Qui | 23.04.15

Crónica #1

Carina Pereira
24 de Janeiro de 2005"Acordei hoje de manhã e vi que já não estavas do meu lado. Não o vi com os olhos do corpo mas com os da alma, que vêem mais certo. E vi também com o meu braço que se esticou para o lado direito e encontrou apenas o vazio dos lençóis.Levantei-me e, ainda descalça, como tu reparavas sempre e me pegavas ao colo para eu não adoecer, saí para não te encontrar no resto da casa. Porque sei que será sempre assim. Que vou ser acordada pelos raios de sol em vez do teu beijo no meu rosto, que vou andar descalça pela casa e me vou lembrar de ti. Que vou ficar doente e, agora que não estás em casa, vou calçar as tuas pantufas e imaginar que estou no teu colo. Sei que já não vou ouvir a tua música que me irritava mas, no fundo, me fazia amar-te cada vez mais. Já não vou ter de acordar e tropeçar nos teus sapatos e ouvir-te resmungar qualquer coisa sobre eu gostar de dormir. E ter de acordar quando o despertador não toca porque tu supostamente te esqueceste. Já não vou poder acordar e, debaixo dos primeiros raios da manhã, lutar contigo e com as almofadas, correr para ver quem pega primeiro no jornal diário e discutir, porque afinal nenhum de nós o lê. Porque tudo o que desejamos é ler os olhos um do outro e saber que a novidade diária é que nos apaixonámos novamente.Entro na cozinha e vejo o café que preparaste para mim, apesar de já estar frio, e o pão cortado que deixaste para eu comer. E eu sorrio, porque sei que trabalhas longe e já não posso ter a tua companhia de manhã. Mas sei também que, à noite, quando chegares cansado e a tentar disfarçar, me vais pegar de novo ao colo, que eu vou sentir o teu corpo quando esticar o braço para o lado direito dos lençóis e que lerei nos teus olhos que tu, tal como eu, te apaixonaste novamente."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Qui | 23.04.15

Lá Do Fundo Do Baú

Carina Pereira
Há coisas que são para guardar para sempre. Este caderno, cuja maioria das folhas foram arrancadas para dar casa a outros textos, veio comigo na bagagem porque faz parte de mim. Do fundo dos meus dezoito anos, aqui estão as primeiras crónicas que escrevi.Não são crónicas de opinião, porque essas eram feitas em debates a que eu dava mais a voz do que a caneta, na altura. Mas são crónicas de um amor nunca vivido, de amores imaginados e de histórias que só ficam completas na mente de cada um. Permitem acomodar os sentimentos de cada qual, dão asas a finais diversos.A primeira crónica data de 24 de Janeiro de 2005, a última foi escrita quase um ano depois. A partir de hoje, neste blog, e enquanto outros textos não chegam, decidi que vou partilhar as coisas que outrora escrevi e que me parecem agora tão distantes. Crónica a crónica, hei-de publicá-las devagarinho, mas com regularidade, quase como numa ode à minha escrita de outrora. Os alicerces das histórias que escrevo hoje são estes.Vou arquivá-las sobre o mesmo título que lhes dei quando as comecei: "Sentimentos Que Imaginei Mas Não Senti." E perdoem-me a lamechiche.

Carina Pereira

Crónica #1

Crónica #2

Crónica #3

Qui | 23.04.15

Lá Do Fundo Do Baú

Carina Pereira
Há coisas que são para guardar para sempre. Este caderno, cuja maioria das folhas foram arrancadas para dar casa a outros textos, veio comigo na bagagem porque faz parte de mim. Do fundo dos meus dezoito anos, aqui estão as primeiras crónicas que escrevi.Não são crónicas de opinião, porque essas eram feitas em debates a que eu dava mais a voz do que a caneta, na altura. Mas são crónicas de um amor nunca vivido, de amores imaginados e de histórias que só ficam completas na mente de cada um. Permitem acomodar os sentimentos de cada qual, dão asas a finais diversos.A primeira crónica data de 24 de Janeiro de 2005, a última foi escrita quase um ano depois. A partir de hoje, neste blog, e enquanto outros textos não chegam, decidi que vou partilhar as coisas que outrora escrevi e que me parecem agora tão distantes. Crónica a crónica, hei-de publicá-las devagarinho, mas com regularidade, quase como numa ode à minha escrita de outrora. Os alicerces das histórias que escrevo hoje são estes.Vou arquivá-las sobre o mesmo título que lhes dei quando as comecei: "Sentimentos Que Imaginei Mas Não Senti." E perdoem-me a lamechiche.

Carina Pereira

Crónica #1

Crónica #2

Crónica #3