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Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Contador D'Estórias

Um blog com estórias dentro.

Ter | 28.04.15

Só Queria Dizer...

Carina Pereira
que isto de andar a aprender guitarra, ao contrário do crime, compensa e consegui finalmente perceber quais são os acordes desta música que eu escrevi há uns tempos atrás! :DAssim sendo, daqui a uns dias terei a gravação da música acompanhada à guitarra.E com isto aprendo também que não se deve desistir das coisas que, à partida, parecem ser difíceis.Agora vou ali guitarrar um bocadito e já volto!

Carina Pereira

Ter | 28.04.15

Só Queria Dizer...

Carina Pereira
que isto de andar a aprender guitarra, ao contrário do crime, compensa e consegui finalmente perceber quais são os acordes desta música que eu escrevi há uns tempos atrás! :DAssim sendo, daqui a uns dias terei a gravação da música acompanhada à guitarra.E com isto aprendo também que não se deve desistir das coisas que, à partida, parecem ser difíceis.Agora vou ali guitarrar um bocadito e já volto!

Carina Pereira

Ter | 28.04.15

Crónica #4

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"Há dias como este. Dias em que sinto que o mundo lá fora é perfeito e, mesmo que não o fosse, pouco importava, porque aqui dentro sempre seria. Há dias como este, em que a chuva bate contra o vidro da janela e o vento uiva mas eu estou aqui com o sol a brilhar mesmo à minha beira. Dias em que a vida já não parece vida porque isto é demasiado para ser só viver. Pegas na minha mão e colocas-la entre os teus dedos porque as tuas mãos são grandes e as minhas pequenas e os nossos corações enormes. E sussurras no meu ouvido coisas que eu não percebo completamente mas que apenas o contorno das palavras me faz sorrir. E depois peço-te para repetires tudo e tu dizes que já não te lembras e não é importante porque as palavras nada significam. E eu olho para ti, com as pernas encolhidas em cima do sofá e sei que é verdade. Porque ainda a semana passada dissemos um monte de parvoíces sem sentido, palavras que o vento destruiu e elas nada significaram. E é por isso que tu estás aqui agora, a demonstrar-me o porquê delas nada significarem. E é por isso que eu acredito. Depois vais à cozinha e preparas-me um chá com leite e deixas-me sozinha com o sentir das tuas mãos nas minhas que permanece à tua ausência. E voltas e ficas a olhar-me embevecido enquanto eu bebo o chá e aqueço as mãos à volta da caneca. Vejo que queres falar mas nada dizes porque não queres estragar o silêncio, o silêncio em que me dizes tudo o que sentes e eu te digo tudo o que sinto, e confirmamos que o que sentes é o que sinto e o que sinto é o que sentimos e queremos sentir. Eu acabo de beber o chá e tu pegas nas minhas mãos e eu encosto-me ao sofá e tu encostas-te ao sofá, o ombros a baterem no pano azul, e olhamos um para o outro, enquanto a chuva cai lá fora e o sol brilha cá dentro. E enquanto me depositas um beijo nos olhos que eu fecho, naquele micro-segundo em que os meus olhos deixam de ver o teu rosto e o passa a ver o pensamento, eu consigo perceber porque é que a vida é perfeita."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Ter | 28.04.15

Crónica #4

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"Há dias como este. Dias em que sinto que o mundo lá fora é perfeito e, mesmo que não o fosse, pouco importava, porque aqui dentro sempre seria. Há dias como este, em que a chuva bate contra o vidro da janela e o vento uiva mas eu estou aqui com o sol a brilhar mesmo à minha beira. Dias em que a vida já não parece vida porque isto é demasiado para ser só viver. Pegas na minha mão e colocas-la entre os teus dedos porque as tuas mãos são grandes e as minhas pequenas e os nossos corações enormes. E sussurras no meu ouvido coisas que eu não percebo completamente mas que apenas o contorno das palavras me faz sorrir. E depois peço-te para repetires tudo e tu dizes que já não te lembras e não é importante porque as palavras nada significam. E eu olho para ti, com as pernas encolhidas em cima do sofá e sei que é verdade. Porque ainda a semana passada dissemos um monte de parvoíces sem sentido, palavras que o vento destruiu e elas nada significaram. E é por isso que tu estás aqui agora, a demonstrar-me o porquê delas nada significarem. E é por isso que eu acredito. Depois vais à cozinha e preparas-me um chá com leite e deixas-me sozinha com o sentir das tuas mãos nas minhas que permanece à tua ausência. E voltas e ficas a olhar-me embevecido enquanto eu bebo o chá e aqueço as mãos à volta da caneca. Vejo que queres falar mas nada dizes porque não queres estragar o silêncio, o silêncio em que me dizes tudo o que sentes e eu te digo tudo o que sinto, e confirmamos que o que sentes é o que sinto e o que sinto é o que sentimos e queremos sentir. Eu acabo de beber o chá e tu pegas nas minhas mãos e eu encosto-me ao sofá e tu encostas-te ao sofá, o ombros a baterem no pano azul, e olhamos um para o outro, enquanto a chuva cai lá fora e o sol brilha cá dentro. E enquanto me depositas um beijo nos olhos que eu fecho, naquele micro-segundo em que os meus olhos deixam de ver o teu rosto e o passa a ver o pensamento, eu consigo perceber porque é que a vida é perfeita."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Dom | 26.04.15

Poderia Dizer

Carina Pereira

Poderia dizer

Que esgotei as minhas horas

Em esperas e esperanças,

Que as perdi em ti.

Mas as horas sempre me perteceram,

Nunca foram apenas gastas,

Foram vividas.

Poderia dizer

Que foi tempo perdido,

Mas isso seria aceitar

Que o valor que as coisas tiveram

Muda com o tempo,

Sem entender que no seu tempo

É que o valor das coisas conta.

Começar de novo

É uma práctica constante,

Permite-nos a nossa própria reinvenção,

Sabendo já o que queremos

E onde não devemos voltar.

Poderia dizer

Que foi tempo perdido,

Mas isso seria perder tempo

Nessa luta vã

De querer voltas atrás.

Tenho horas e tempo,

Tenho o que fui e no que me tornei;

Poderia dizer

Que é melhor esquecer

Mas o melhor é mesmo lembrar

Para não voltar a gastar

O tempo como gastei.

Carina Pereira, 26 de Abril de 2015

in "Raízes"

Dom | 26.04.15

Poderia Dizer

Carina Pereira

Poderia dizer

Que esgotei as minhas horas

Em esperas e esperanças,

Que as perdi em ti.

Mas as horas sempre me perteceram,

Nunca foram apenas gastas,

Foram vividas.

Poderia dizer

Que foi tempo perdido,

Mas isso seria aceitar

Que o valor que as coisas tiveram

Muda com o tempo,

Sem entender que no seu tempo

É que o valor das coisas conta.

Começar de novo

É uma práctica constante,

Permite-nos a nossa própria reinvenção,

Sabendo já o que queremos

E onde não devemos voltar.

Poderia dizer

Que foi tempo perdido,

Mas isso seria perder tempo

Nessa luta vã

De querer voltas atrás.

Tenho horas e tempo,

Tenho o que fui e no que me tornei;

Poderia dizer

Que é melhor esquecer

Mas o melhor é mesmo lembrar

Para não voltar a gastar

O tempo como gastei.

Carina Pereira, 26 de Abril de 2015

in "Raízes"

Dom | 26.04.15

Crónica #3

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"São cinco horas da manhã. E eram cinco horas da manhã ontem e anteontem e eu continuo hoje, tal como ontem e anteontem, a pensar em ti. Partiste da minha vida como uma ave parte do Norte para o Sul quando o Inverno chega. Partiste da minha vida há muito pouco tempo, porque para mim esse pouco tempo há que partiste já é muito. Mas não partiste totalmente porque tiveste a péssima ideia de deixar as tuas lâminas no armário da casa-de-banho e a tua camisa preferida, ou pelo menos aquela que eu mais gostava de ver em ti, na porta do meio do meu armário, entre as minhas calças de ganga que eu costumava arrumar por cor. E aquela camisa ali no meio destoa. Talvez o tenhas feito de propósito, porque sabes que eu odeio confusão e desorganização e calças desarrumadas no armário. Porque sempre soubeste que eu odiava chegar a casa ao fim da tarde e ver-te sentado no chão do quarto encostado à parede no meio de cem papéis com uma linguagem desconhecida, e um copo de água ao teu lado, a carpete com migalhas das tuas bolachas favoritas e, pelo menos, dois ou três papéis amassados pela tua mão entre os papéis esticados no chão. E sabias também que eu odiava quando me agarravas pela mão e com a tua outra mão fazias os meus joelhos se vergarem e me calavas as queixas com um beijo que sabia a arrumação e a paz, e me estreitavas com a mão que me tinha agarrado o braço e depois fazias com que eu me sentasse no teu colo e visse como por vezes a desorganização pode ser perfeita. Bem, talvez não o odiasse na altura, mas odeio-o agora por alguma vez o ter sentido e saber que não o posso sentir mais, que vou chegar a casa e os papéis vão estar todos arquivados por ordem alfabética e não vão haver papéis amarrotados no chão. Tentei, há três horas atrás, quando ainda não havia tanto tempo desde que tu te foste, vestir a tua camisa e logo depois pensei em deitá-la fora mas reparei que o meu armário e as minhas calças de ganga agrupadas por cor já não fazem sentido sozinhas. Tal como eu.São agora cinco e um quarto e eu olho o tecto branco do meu quarto, outrora nosso quarto, e lembro tudo o que fomos, e como tu costumavas acordar-me a esta hora da manhã tantas vezes só para me dizeres que me amavas e para me ouvires dizer que eu te amava. E depois voltavas a dormir e era eu quem não encontrava o sono até me agarrar a ti pelo peito como se fosses um urso de peluche e eu uma criança que acredita em castelos e histórias de encantar. E adormecia porque sabia que de manhã lá estavas tu, debaixo do meu cobertor e dos meus braços, com o teu coração a bater debaixo da minha mão que repousava sobre o teu peito. E é por isso que agora não consigo dormir. Porque tenho medo de sonhar que o chão do meu quarto está cheio de papéis e copos de água e migalhas de bolacha e acordar de manhã para ver que o teu coração já não bate debaixo da minha mão."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Dom | 26.04.15

Crónica #3

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"São cinco horas da manhã. E eram cinco horas da manhã ontem e anteontem e eu continuo hoje, tal como ontem e anteontem, a pensar em ti. Partiste da minha vida como uma ave parte do Norte para o Sul quando o Inverno chega. Partiste da minha vida há muito pouco tempo, porque para mim esse pouco tempo há que partiste já é muito. Mas não partiste totalmente porque tiveste a péssima ideia de deixar as tuas lâminas no armário da casa-de-banho e a tua camisa preferida, ou pelo menos aquela que eu mais gostava de ver em ti, na porta do meio do meu armário, entre as minhas calças de ganga que eu costumava arrumar por cor. E aquela camisa ali no meio destoa. Talvez o tenhas feito de propósito, porque sabes que eu odeio confusão e desorganização e calças desarrumadas no armário. Porque sempre soubeste que eu odiava chegar a casa ao fim da tarde e ver-te sentado no chão do quarto encostado à parede no meio de cem papéis com uma linguagem desconhecida, e um copo de água ao teu lado, a carpete com migalhas das tuas bolachas favoritas e, pelo menos, dois ou três papéis amassados pela tua mão entre os papéis esticados no chão. E sabias também que eu odiava quando me agarravas pela mão e com a tua outra mão fazias os meus joelhos se vergarem e me calavas as queixas com um beijo que sabia a arrumação e a paz, e me estreitavas com a mão que me tinha agarrado o braço e depois fazias com que eu me sentasse no teu colo e visse como por vezes a desorganização pode ser perfeita. Bem, talvez não o odiasse na altura, mas odeio-o agora por alguma vez o ter sentido e saber que não o posso sentir mais, que vou chegar a casa e os papéis vão estar todos arquivados por ordem alfabética e não vão haver papéis amarrotados no chão. Tentei, há três horas atrás, quando ainda não havia tanto tempo desde que tu te foste, vestir a tua camisa e logo depois pensei em deitá-la fora mas reparei que o meu armário e as minhas calças de ganga agrupadas por cor já não fazem sentido sozinhas. Tal como eu.São agora cinco e um quarto e eu olho o tecto branco do meu quarto, outrora nosso quarto, e lembro tudo o que fomos, e como tu costumavas acordar-me a esta hora da manhã tantas vezes só para me dizeres que me amavas e para me ouvires dizer que eu te amava. E depois voltavas a dormir e era eu quem não encontrava o sono até me agarrar a ti pelo peito como se fosses um urso de peluche e eu uma criança que acredita em castelos e histórias de encantar. E adormecia porque sabia que de manhã lá estavas tu, debaixo do meu cobertor e dos meus braços, com o teu coração a bater debaixo da minha mão que repousava sobre o teu peito. E é por isso que agora não consigo dormir. Porque tenho medo de sonhar que o chão do meu quarto está cheio de papéis e copos de água e migalhas de bolacha e acordar de manhã para ver que o teu coração já não bate debaixo da minha mão."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Sex | 24.04.15

Crónica #2

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"Porquê? Porque é que tinhas de me deixar? Porquê agora, depois de me teres dito que o mundo era de nós os dois e estava na palma da nossa mão, que o sol nascia para me ver acordar de manhã e que um dia a lua tivera luz própria mas que essa luz estava agora nos meus olhos? Porque é que me tinhas de encher a vida e, principalmente, o coração de ilusões e de um amor que ele não consegue agora esquecer? Porque é que tens de ter esses olhos meigos e da cor do mel, porque é que me fizeste habituar à ideia de acordar e sentir os teus cabelos loiros a caírem de encontro às minhas pestanas e a tua mão a fazer-me festas no ombro? Porque sabias sempre o que dizer e porque é que parecia que tudo era real quando falavas, como quando me convenceste que um dia viajaríamos os dois pelo mundo, sem rumo nem objectivo,ao som de Phil Collins, enquanto me cantavas ao ouvido Against All Odds, que nos chegaríamos um ao outro porque o nosso amor nunca iria acabar? E porque é que me amaste deveras e acreditaste, enquanto me cantavas ao ouvido, em tudo o que disseste, em como iríamos dar uma volta ao mundo, em como seriam os teus olhos que eu iria ver todos os dias ao acordar e tu os meus, em como deslizarias a tua mão pelo meu cabelo e, como sempre, pelo meu ombro e finalmente entrelaçaríamos as mãos? Porque é que realmente me quiseste para partilhar uma vida e julgaste que iríamos, juntos, ser para sempre um só? Porque é que isso não era, pelo menos para ti, uma simples mentira? Seria tudo muito mais fácil. Porque eu não estaria agora aqui a rebentar em lágrimas e a molhar a tua fotografia e a lembrar o momento em que acabámos por uma parvoíce grande o suficiente para destruir a nossa vida. Porque seria muito mais fácil saber que acabei porque tinhas sido um sacana em vez do cavalheiro que sempre foste. E, principalmente, porque estaria aqui a chorar agora porque me enganaste e te odeio, em vez de chorar porque qualquer um de nós é orgulhoso demais para pedir desculpa."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Sex | 24.04.15

Crónica #2

Carina Pereira
27 de Janeiro de 2005"Porquê? Porque é que tinhas de me deixar? Porquê agora, depois de me teres dito que o mundo era de nós os dois e estava na palma da nossa mão, que o sol nascia para me ver acordar de manhã e que um dia a lua tivera luz própria mas que essa luz estava agora nos meus olhos? Porque é que me tinhas de encher a vida e, principalmente, o coração de ilusões e de um amor que ele não consegue agora esquecer? Porque é que tens de ter esses olhos meigos e da cor do mel, porque é que me fizeste habituar à ideia de acordar e sentir os teus cabelos loiros a caírem de encontro às minhas pestanas e a tua mão a fazer-me festas no ombro? Porque sabias sempre o que dizer e porque é que parecia que tudo era real quando falavas, como quando me convenceste que um dia viajaríamos os dois pelo mundo, sem rumo nem objectivo,ao som de Phil Collins, enquanto me cantavas ao ouvido Against All Odds, que nos chegaríamos um ao outro porque o nosso amor nunca iria acabar? E porque é que me amaste deveras e acreditaste, enquanto me cantavas ao ouvido, em tudo o que disseste, em como iríamos dar uma volta ao mundo, em como seriam os teus olhos que eu iria ver todos os dias ao acordar e tu os meus, em como deslizarias a tua mão pelo meu cabelo e, como sempre, pelo meu ombro e finalmente entrelaçaríamos as mãos? Porque é que realmente me quiseste para partilhar uma vida e julgaste que iríamos, juntos, ser para sempre um só? Porque é que isso não era, pelo menos para ti, uma simples mentira? Seria tudo muito mais fácil. Porque eu não estaria agora aqui a rebentar em lágrimas e a molhar a tua fotografia e a lembrar o momento em que acabámos por uma parvoíce grande o suficiente para destruir a nossa vida. Porque seria muito mais fácil saber que acabei porque tinhas sido um sacana em vez do cavalheiro que sempre foste. E, principalmente, porque estaria aqui a chorar agora porque me enganaste e te odeio, em vez de chorar porque qualquer um de nós é orgulhoso demais para pedir desculpa."

Carina Pereira

* Esta crónica foi dactilografada tal como estava escrita em 2005.

Sex | 24.04.15

Relíquias

Carina Pereira
E aqui vos deixo mais uma letra/música original.Andei às voltas com a letra durante uns dias, e quando fui fazer a melodia para a acompanhar não consegui nada de jeito, pelo menos não era exactamente isto que eu queria. Mas, como as minhas técnicas de tocadoria de guitarra ainda são toscas, foi o melhor que consegui. Aliás, eu até queria tocar isto tudo em B menor e A mas ainda não consigo trocar bem entre acordes quando uso acordes barrados, por isso optei por esta versão mais simples, que consigo tocar melhor.Sem me alongar mais, fica aqui a letra e o link para ouvirem a melodia. Os acordes são sempre A e Em, excepto nas três últimas frases da "ponte" antes do último refrão, onde usei também Dm, Am e E, com o transpositor (capo) no primeiro traste.*Ouvir Aqui*Ele escolheu os melhores brincos da vitrineDesejando penhorar seu coraçãoDe bolsos vazios não entendiaQue ela só ansiavaPelo compromisso da sua atenção
Ela esperava com versos e quadras soltasQue ele destrocasse os olhares que lhe lançavaE num golpe de sorteUsasse as suas mãos vazias para recolherO amor que nela sobejava
E o amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever
Ele usou cadernos e folhas soltasAnsiando poder encontrarAs palavras que morriam na sua bocaQue a pudessem prenderE amar, amar,  amar
E a vida dela era já um barco à velaE ele o porto onde ela queria atracarSe ele adivinhasseQue as poesias eram vãsQue ela só queria o corpo delePara navegar
E o amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever
E nos desencontrosDas palavras não ditasDo passo em frente que não se atreve a darFicam os brincos na vitrineFicam as palavras por contarE ficam os doisPara depoisE fica o amor sem se confessar
O amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever

*

Carina Pereira

Sex | 24.04.15

Relíquias

Carina Pereira
E aqui vos deixo mais uma letra/música original.Andei às voltas com a letra durante uns dias, e quando fui fazer a melodia para a acompanhar não consegui nada de jeito, pelo menos não era exactamente isto que eu queria. Mas, como as minhas técnicas de tocadoria de guitarra ainda são toscas, foi o melhor que consegui. Aliás, eu até queria tocar isto tudo em B menor e A mas ainda não consigo trocar bem entre acordes quando uso acordes barrados, por isso optei por esta versão mais simples, que consigo tocar melhor.Sem me alongar mais, fica aqui a letra e o link para ouvirem a melodia. Os acordes são sempre A e Em, excepto nas três últimas frases da "ponte" antes do último refrão, onde usei também Dm, Am e E, com o transpositor (capo) no primeiro traste.*Ouvir Aqui*Ele escolheu os melhores brincos da vitrineDesejando penhorar seu coraçãoDe bolsos vazios não entendiaQue ela só ansiavaPelo compromisso da sua atenção
Ela esperava com versos e quadras soltasQue ele destrocasse os olhares que lhe lançavaE num golpe de sorteUsasse as suas mãos vazias para recolherO amor que nela sobejava
E o amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever
Ele usou cadernos e folhas soltasAnsiando poder encontrarAs palavras que morriam na sua bocaQue a pudessem prenderE amar, amar,  amar
E a vida dela era já um barco à velaE ele o porto onde ela queria atracarSe ele adivinhasseQue as poesias eram vãsQue ela só queria o corpo delePara navegar
E o amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever
E nos desencontrosDas palavras não ditasDo passo em frente que não se atreve a darFicam os brincos na vitrineFicam as palavras por contarE ficam os doisPara depoisE fica o amor sem se confessar
O amor andava à esperaPara poder acontecerQue as relíquias deste mundoNão têm valor que se possa escrever

*

Carina Pereira

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